Bula Amplacilina 500mg 12 cápsulas.
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Bula Amplacilina 500mg 12 cápsulas

Bula de identificação da Amplacilina, com todas informações que precisa saber sobre o medicamento. Que foram retiradas da bula original de referência e adaptadas para uma melhor leitura e entendimento do leitor.

Apresentação do medicamento Amplacilina

Embalagens contendo 12 cápsulas de 500 mg;
Medicação de uso adulto via oral;

Composição do medicamento: 

Cada cápsula contém: 

ampicilina (na forma anidra) …………………………………………………………………………………………………………. 500 mg 

excipientes* q.s.p. …………………………………………………………………………………………………………………….. 1 cápsula 

*Excipientes: lactose, metilcelulose, ácido esteárico e estearato de magnésio.

Para que o remédio Amplacilina é indicado? 

A AMPLACILINA (ampicilina) está indicada no tratamento de diversas infecções causadas por microorganismos sensíveis a este medicamento. São elas:

  • Infecções do trato urinário (infecções urinárias); 
  • Infecções do trato respiratório (amidalites, sinusites, pneumonias); 
  • Infecções do trato digestivo e biliar (infecções intestinais e da vesícula biliar);  
  • Infecções localizadas ou sistêmicas (generalizadas), especialmente as causadas por germes do grupo enterococos, Haemophilus, Proteus, Salmonella e E. coli;
  • Infecções bucais, extrações dentárias infectadas e outras intervenções cirúrgicas. 

COMO Amplacilina FUNCIONA? 

A ampicilina, princípio ativo da AMPLACILINA é um antibiótico derivado das penicilinas que provoca a morte dos microrganismos sensíveis. Sua ação inicia-se minutos após a administração de uma dose, mantendo-se adequada por 6 horas ou mais. A AMPLACILINA (ampicilina) está indicada no tratamento de diversas infecções causadas por microrganismos sensíveis a este medicamento. 

Quando devo usar Amplacilina? 

AMPLACILINA (ampicilina)é contraindicada para pacientes com história de reações de hipersensibilidade (alergia) às penicilinas (classe de antibióticos onde a ampicilina se enquadra) e/ou demais componentes da formulação. 

Também não deve ser administrada a pacientes sensíveis às cefalosporinas (outra classe de antibióticos)  devido à ocorrência de reação alérgica cruzada.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

O que devo saber antes de usar Amplacilina? 

Recomenda-se a realização de testes antes do início do tratamento com antibióticos, para determinar os microrganismos causadores da infecção (culturas) e provas de sensibilidade destes microrganismos contra o antibiótico, no caso a ampicilina (antibiograma). Deve-se ressaltar que isso pode não ser necessário em todos os casos, pois há critérios médicos que determinam, para cada caso, a indicação destes exames. 

A forma injetável da medicação deve ser reservada para casos de infecções de maior gravidade (meningites, infecções generalizadas, infecções em partes do coração), ou ainda, para pacientes inaptos a receber a forma oral. Reações de hipersensibilidade (alergia) sérias ocasionalmente fatais foram registradas em pacientes sob tratamento com penicilinas (classe de antibióticos da ampicilina). Ainda que o risco seja maior na terapêutica injetável, há casos relatados na administração oral de penicilinas. Os indivíduos com tendência a desenvolver quadros alérgicos por vários fatores com maior frequência são mais susceptíveis a estas reações. Histórico de alergias prévias, tanto a medicamentos, como a outros tipos de substâncias deve ser considerado antes do início do tratamento com AMPLACILINA (ampicilina).

Caso ocorram reações alérgicas, o paciente deve procurar imediatamente o médico para iniciar o tratamento adequado e a interrupção do uso da AMPLACILINA (ampicilina) deve ser considerada. Reações anafiláticas (alérgicas) intensas requerem tratamento de emergência em unidades médicas especializadas. 

Quando este medicamento for utilizado por tempo prolongado, existe a possibilidade de se desenvolver quadros infecciosos graves por fungos ou mesmo bactérias, portanto estes tratamentos devem ser avaliados criteriosamente. 

Sugere-se maior espaçamento das doses (a cada 12 ou 16 horas) para o tratamento de infecções sistêmicas (generalizadas). 

Nos portadores de insuficiência grave dos rins, pode haver acúmulo de ampicilina. Seu médico deve ser comunicado se você for portador de mau funcionamento dos rins. 

Exames laboratoriais: Assim como para qualquer fármaco (princípio ativo) potente, avaliações periódicas das funções renal (dos rins), hepática (do fígado) e análises das células sanguíneas podem ser indicadas, especialmente durante tratamentos prolongados. Deve-se ressaltar que isso pode não ser necessário em todos os casos, pois há critérios médicos que determinam, para cada caso, a indicação destes exames.

Uso durante a gravidez 

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Uso durante a lactação

Pequenas concentrações de ampicilina foram detectadas no leite materno. Os efeitos para o lactente, caso existam, não são conhecidos. A AMPLACILINA (ampicilina) deve ser administrada com cautela para mulheres que estão em fase de amamentação.

Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas 

Não há evidências de que a ampicilina diminua a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas. 
 
Este medicamento contem LACTOSE.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS 

Alopurinol (medicamento usado para pacientes com aumento do ácido úrico no sangue): Esta associação parece predispor ao desenvolvimento de erupções cutâneas (lesões na pele) induzidas pela ampicilina. 

Contraceptivos orais (anticoncepcionais):Há casos isolados de irregularidade menstrual e gravidez não planejada em pacientes em uso de contraceptivos orais associados à ampicilina.

Probenecida:Diminui a taxa de eliminação das penicilinas, prolongando e aumentando os seus níveis no sangue.

Interações com alimentos e testes laboratoriais 

Interação com alimentos: A ingestão de AMPLACILINA (ampicilina) com alimentos deve ser evitada, pois estes dificultam a sua absorção.

Interações com testes de laboratóriosAs penicilinas podem interferir com a medida da glicosúria (açúcar na urina), ocasionando falsos resultados de acréscimo ou diminuição, dependendo do método de análise utilizado.

Pacientes idosos

Devem ser seguidas as orientações gerais descritas anteriormente. 
 
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento. 

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde. 

Onde e por quanto tempo posso armazenar o medicamento Amplacilina? 

Conservar este medicamento em temperatura ambiente (entre 15°C a 30°C) e protegido da umidade.  
 
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem. 

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Aspecto físico e características organolépticas: as cápsulas de AMPLACILINA (ampicilina) possuem coloração verde (tampa) e creme (corpo da cápsula), contendo pó-branco a amarelo claro.  
 
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. 

Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças. 

Como devo usar o Amplacilina? 

Posologia 
A ampicilina, princípio ativo deste medicamento, atinge níveis no sangue eficazes quando administrada por via oral. Sendo assim, deve-se preferir esta via de administração. Nos casos de impedimento, pode-se utilizar a via injetável e passar para a via oral assim que possível.

A critério médico e de acordo com a maior ou menor gravidade da infecção recomenda-se a seguinte posologia, de acordo com o tipo de infecção:  

INFECÇÃO 

POSOLOGIA 

  • Vias respiratórias (amidalites, sinusites, pneumonias) 500mg a cada 6 horas; 
  • Trato gastrintestinal (infecções intestinais) 500 mg a cada 6 horas;
  • Vias geniturinárias (infecções urinárias) 500 mg a cada 6 horas.

 
Não devem ser utilizadas doses menores que as recomendadas na tabela acima. Em infecções graves o tratamento poderá ser prolongado por várias semanas, e doses mais elevadas poderão ser necessárias.

Mesmo após cessarem todos os sintomas ou tornarem-se negativas as culturas (exames que pesquisam a presença de bactérias), os pacientes devem continuar o tratamento pelo menos por 48 a 72 horas.

As amidalites bacterianas causadas pelos estreptococos hemolíticos (um tipo de bactéria) requerem um mínimo de 10 dias de tratamento para evitar manifestações de febre reumática (doença inflamatória que pode afetar coração, articulações e o cérebro) ou glomerulonefrite (inflamação dos glomérulos dos rins, ou seja, das minúsculas estruturas compostas de vasos e fibras nervosas que respondem diretamente pela filtração do sangue). 

Nas infecções urinárias e gastrintestinais de natureza crônica são necessárias frequentes avaliações médicas onde podem ser indicados exames aboratoriais para a confirmação da cura bacteriológica (eliminação dos microrganismos). 

Blenorragia (gonorreia): em adultos pode ser tratada com dose única de 2,0 g de ampicilina associada a 1,0 g de probenecida administradas simultaneamente. O seguimento, por meio de culturas bacterianas (4 a 7 dias em homens e de 7 a 14 dias em mulheres pós o tratamento), a critério médico, é indicado. O tratamento da gonorréia pode mascarar os sintomas da sífilis. Sendo assim, a possibilidade do paciente possuir ambas as 
doenças associadas não deve ser descartada.

Administração: 

As cápsulas de AMPLACILINA (ampicilina) devem ser ingeridas com um pouco de líquido, preferencialmente água, cerca de 30 minutos a 1 hora antes das refeições. 

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico. 

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

O que fazer ao esquecer de usar a amplacilina

O esquecimento da administração da AMPLACILINA (ampicilina), resultando em uso com intervalos maiores do que o recomendado entre as doses, pode comprometer o resultado do tratamento. 

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista. 

Quais males este medicamento pode me causar?

Assim como com outras penicilinas, a maioria das reações adversas estão essencialmente limitadas a reações alérgicas. Estas ocorrem com maior probabilidade em indivíduos que demonstraram reações prévias de alergia a penicilinas, ou naqueles com história de alergia, asma, febre do feno (alergia ao pólen de algumas plantas) ou urticária (coceira). 

Podem ser atribuídas ao uso da ampicilina as seguintes reações adversas: 

Reações comuns (>1/100 e <1/10): 
Sistema Nervoso Central: dor de cabeça;

Sistema digestivo: estomatite (feridas que podem atingir desde a cavidade oral até o estômago) por Candida (um tipo de fungo), náusea, vômito, diarreia; 

Sistema geniturinário: vulvovaginite (inflamação da vulva e vagina) por Candida

Reações incomuns (>1/1000 e <1/100): 

Sistema cardiovascular: hipotensão arterial (pressão baixa); 

Pele: vermelhidão na pele, urticária (coceira), dermatite esfoliativa (descamação da pele);  

Equilíbrio hidroeletrolítico: inchaço; 

Sistema respiratório: falta de ar;

Sistema digestivo: dor na região do estômago. 

Reações raras (>1/10000 e < 1/1000): 

Sistema circulatório: trombose venosa (oclusão total ou parcial de uma veia), tromboflebite (trombose com inflamação); 

Sistema digestivo: doença do fígado, aumento das enzimas produzidas pelo fígado, colite pseudomembranosa (inflamação do intestino grosso pela bactéria Clostridium difficile); 

Sistema geniturinário: nefrite intersticial (inflamação do tecido dos rins), insuficiência renal aguda (mau funcionamento dos rins), cristalúria (formação de cristais na urina); 

Pele: necrose epidérmica tóxica (doença grave em que a camada superficial da pele se solta), eritema multiforme (inflamação da pele, caracterizada por lesões avermelhadas, vesículas e bolhas), síndrome de Stevens-johnson (forma grave, às vezes fatal, do eritema multiforme); 

Sistema nervoso central: confusão mental sem outra especificação, convulsões, febre; 

Equilíbrio hidroeletrolítico: hipopotassemia (baixos níveis de potássio no sangue); 

Hematológicas e linfáticas (alterações sanguíneas): Anemia e diminuição isolada dos elementos sanguíneos, como plaquetas e glóbulos brancos, têm sido ocasionalmente relatadas durante a terapêutica com penicilinas.

Estas reações são usualmente reversíveis com interrupção do tratamento, e acredita-se serem fenômenos alérgicos; 

Imunológicas: anafilaxia (reação alérgica grave); 

Osteomuscular: exacerbação da miastenia gravis (doença rara que afeta os músculos); 

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. 

Informe a empresa sobre o aparecimento de reações indesejáveis e problemas com este medicamento,  entrando em contato através do Sistema de Atendimento ao Consumidor (SAC). 

O que fazer se eu ou alguém ingerirmos uma quantidade maior que a recomendada

As penicilinas não são muito tóxicas ao homem. Mesmo que em altas doses, é improvável que ocorram efeitos tóxicos graves. 

Pacientes com doença nos rins são mais propensos a alcançar níveis sanguíneos tóxicos. 

A ampicilina pode ser removida por hemodiálise. 

Não havendo antídoto específico, o tratamento, quando necessário, deve ser de suporte. Portanto, deve-se procurar atendimento médico caso ocorra ingestão de altas doses deste medicamento. 
 
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. 

Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações sobre como proceder. 

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