Como é o comportamento de uma pessoa esquizofrênica?

Existem diversas doenças e transtornos de saúde mental que são altamente estigmatizados na sociedade, gerando muitas dificuldades no real entendimento de seu conceito, origem, possíveis causas, sintomas e tratamentos. Por isso, resolvemos preparar este post explicando um pouco melhor como é o comportamento de uma pessoa esquizofrênica.

Definitivamente, é uma condição que desperta curiosidade e dispõe de muitas noções inadequadas e pouco condizentes com a prática, o que pode atrapalhar bastante no seu diagnóstico ou a capacidade de oferecer ajuda para quem sofre do problema. Continue a leitura e aprenda mais sobre o assunto.

Afinal, o que é a esquizofrenia?

A esquizofrenia pode ser definida como um transtorno mental crônico e grave, que altera a maneira pela qual o seu portador pensa, age e, consequentemente, se comporta e relaciona com o mundo. Quando não recebe o tratamento adequado, pode ser incapacitante, o que reforça a importância de buscar auxílio de um médico aos primeiros sintomas.

Mulher com esquizofrênia.
A esquizofrênica é uma psicopatologia altamente incapacitante.

Entre as alterações mais significativas e perceptíveis no paciente esquizofrênico, podemos destacar a indiferença afetiva, pensamentos confusos e desconexão com a realidade. Em casos mais sérios, as crises podem ser marcadas por alucinações e delírios. Entretanto, felizmente, a medicina avançou muito e temos bons tratamentos na atualidade. 

Quais as possíveis causas da esquizofrenia?

Até os dias de hoje, não há unanimidade na área científica sobre uma causa exata da esquizofrenia. No entanto, existem alguns fatores de risco que são amplamente aceitos pela comunidade médica como possivelmente predisponentes para tal transtorno. Entre eles, estão episódios de convulsão na infância, idade avançada dos pais e uso de substâncias ilegais.

Uma pessoa com um familiar diagnosticado como esquizofrênico tende a ter chances bem maiores de sofrer do mesmo quadro, bem como indivíduos que sofreram pancadas fortes na cabeça ou experimentaram complicações durante o parto. Além disso, alterações em neurotransmissores, como a dopamina e a serotonina, parecem relacionadas com a condição. 

Como é o comportamento de uma pessoa esquizofrênica?

Agora, vamos falar sobre como é o comportamento de uma pessoa esquizofrênica. Logicamente, isso varia de acordo com uma série de fatores, como a realização ou não de tratamento adequado, o estágio da doença, o ambiente familiar e assim por diante. Com isso, podemos perceber como é importante fazer um bom acompanhamento do doente.

Entre os sinais que mais chamam a atenção, certamente estão os delírios, que ocorrem quando o indivíduo acredita piamente em algo que não é condizente com a realidade, usualmente relacionando com episódios de perseguição. Já as alucinações são percepções vívidas de coisas que não existem, que podem se manifestar como visões e vozes na cabeça.

Paciente com crise de esquizofrênica.
A característica mais marcante da esquizofrenia são as alucinações.

Com relação à sintomatologia recorrente, temos os pensamentos desorganizados, ansiedade, movimentação descoordenada e, eventualmente, até a catatonia, que é quando a pessoa pode ficar imóvel e sem se comunicar por horas a fio. Também há dificuldades de aprendizado, falta de expressão, perda de iniciativa, desconcentração, entre outros.

Quais são os sinais precoces de esquizofrenia?

Acima, você pôde ver como é o comportamento de uma pessoa esquizofrênica. Porém, existem alguns sinais que podem ser emitidos antes da manifestação da doença propriamente dita, que contribuem para familiares e amigos perceberem que há algo de estranho e agendarem uma consulta o mais cedo possível, para o devido diagnóstico e conduta.

Lembre que a condição pode ser desenvolver lentamente, ao longo de anos, ou abruptamente, em pouquíssimos meses. Por isso, é preciso estar atento quando você perceber posicionamentos corporais estranhos, relatos de sensação constante de estar sendo observado, bem como de ouvir ou ver algo que não existe.

Paciente com os primeiros sinais de esquizofrenia.
A esquizofrenia pode se desenvolver lentamente ou abruptamente.

O mesmo vale para a incapacidade de dormir ou se concentrar sem motivo aparente, modos peculiares de falar ou escrever, indiferença em relação a situações muito importantes, abandono da higiene pessoal, deterioração do desempenho acadêmico ou profissional, mudanças de personalidade, ligação com ocultismos e comportamentos bizarros.

Quais os tipos de esquizofrenia?

Como citamos, existem vários fatores que podem aumentar o risco de um indivíduo desenvolver esquizofrenia. Por isso, é interessante perceber que a doença pode se manifestar de uma forma muito distinta em cada caso, o que levou os médicos e cientistas a classificarem a condição de acordo com tipos.

Com o passar do tempo, não foram observadas muitas diferenças na evolução e no tratamento, o que fez tal divisão cair em desuso. No entanto, a título de aprendizado, vale a pena saber que a esquizofrenia paranoide pode ser considerado o subtipo mais comum, em que predominam os delírios e alucinações, sobretudo auditivas.

Também tínhamos a esquizofrenia catatônica, marcada pela presença do catatonismo, e a hebefrênica, na qual predomina o pensamento desorganizado. A indiferenciada é aquela em que o quadro não encaixa nos outros tipos e a residual é a forma crônica, quando os sintomas não estão ativos, mas ainda persistem sinais de lentificação ou isolamento social, por exemplo.

Como é o tratamento da esquizofrenia?

Outro tema que gera muitas dúvidas é quanto ao tratamento da esquizofrenia. Como dissemos, a medicina avançou bastante nesse sentido e, nos dias de hoje, temos uma abordagem terapêutica bastante eficaz na remissão de sintomas e controle de crises. Porém, é preciso reforçar que, quanto mais cedo o diagnóstico, melhores os resultados.  

O médico colherá o histórico familiar e patológico do paciente, avaliando os sinais e, se necessário, solicitando exames de imagem, como tomografia ou ressonância magnética do crânio. Confirmado o resultado, ele pode prescrever medicamentos antipsicóticos, ansiolíticos e recomendar a realização de psicoterapia e hábitos saudáveis, como a terapia ocupacional.

Homem deitado com profissional de saúde mental ao fundo.
A esquizofrenia pode ser tratada por terapias.

Agora você já sabe como é o comportamento de uma pessoa esquizofrênica e viu que o tratamento adequado pode promover uma qualidade de vida muito melhor não apenas para o paciente, mas também para os familiares e pessoas que convivem com ele. Por isso, o acompanhamento médico é imprescindível!

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