A esteatose hepática, também chamada de gordura no fígado, é um problema resultante do acúmulo de gordura nos hepatócitos. Apesar de ser comum haver essa classe de lipídios na região, quando a fração supera os 5%, é possível o surgimento de inflamações, que podem evoluir para casos de hepatite gordurosa, cirrose hepática e, em alguns casos, até mesmo câncer.

Em uma escala mundial, estima-se que o problema já afeta aproximadamente 30% da populaçãoO principal impulsionador desse quadro é a recorrência de maus hábitos alimentares e falta de exercícios físicos. Como prova disso, o Ministério da Saúde demonstra que o índice de obesidade, no Brasil, aumentou 67,8% entre os anos de 2006 e 2018.

Se você quer conhecer as causas e as consequências da gordura no fígado e entender como tratar esse problema, continue conosco!

Para que serve o fígado?

Antes de tudo, é fundamental entender a função desse importante órgão do nosso corpo. Para isso, montamos uma pequena lista:

  • atua como depósito para minerais, como ferro e cobre, e para as vitaminas A, B12, D e E;
  • realiza a produção da bile (que auxilia na digestão de alimentos gordurosos);
  • sintetiza as partículas que transportam o colesterol (HDL e LDL);
  • armazena e libera a glicose;
  • processa substâncias, como medicamentos e hormônios;
  • elimina toxinas do organismo;
  • destrói as células vermelhas defeituosas do sangue.

Quais as principais causas da gordura no fígado?

Basicamente, a esteatose hepática é causada por maus hábitos de vida, sobretudo no que diz respeito à alimentação e às atividades físicas. Entretanto, podemos listar uma série de fatores para o surgimento desse problema:

  • obesidade;
  • sedentarismo;
  • diabetes;
  • colesterol ou triglicerídeos elevados;
  • pressão alta;
  • desnutrição;
  • ganho ou perda de peso de forma rápida;
  • inflamações crônicas no fígado.

Além disso, um grande fator de risco a ser considerado é a hepatite C. Essa doença é a maior agravadora dos casos de doença no fígado, atuando inclusive como agente principal criador do problema.

Entenda o processo de surgimento da gordura no fígado

Maus hábitos de vida e fatores de risco (citados anteriormente) geram uma elevação na quantidade de glicose no sangue. Assim, a persistência dessa situação faz com que o corpo perca a capacidade de enviar o açúcar para dentro das células (torna-se resistente à insulina). Isso gera uma sobrecarga de glicose, que é enviada para os hepatócitos do fígado, onde é convertida em triglicérides (um tipo de gordura).

Esse acumulo de gordura é a esteatose hepática. Com o passar do tempo, os hepatócitos que acumularam gordura deixam de desempenhar suas funções, o que resulta em estresse para o fígado, causando inflamação. Consequentemente, vários hepatócitos acabam morrendo e dando lugar a um tecido fibroso. Há dois resultados possíveis para esse processo: o surgimento de um câncer ou de uma cirrose.

Como é feito o diagnóstico da gordura no fígado?

O grande problema aqui é que a esteatose hepática é uma doença assintomática, ou seja, não dá sinais perceptíveis de sua existência. Portanto, a sua detecção acontece por meio de exames de rotina — daí a importância de estar em dia com as suas consultas.

O seu médico pode solicitar uma série de exames capazes de diagnosticar esse problema. O mais eficaz deles é a elastografia transitória, que se assemelha a uma ultrassonografia. O procedimento é indolor e mede o nível de gordura acumulada no fígado.

Lembre-se de que, para ter um tratamento mais eficaz e obter melhores resultados, é preciso realizar um acompanhamento médico frequente. Isso pode garantir um diagnóstico precoce no caso de haver gordura no fígado. Para tanto, você pode se consultar com um clínico geral, um hepatologista ou um gastroenterologista.

Quais os sintomas da esteatose hepática?

Em suas ocorrências mais leves, a esteatose hepática é assintomática. Mas, por afetar outras funções do organismo, é possível observar algumas características em casos intermediários da doença, como fraqueza, cansaço, dor no abdômen, perda de apetite, dor de cabeça e inchaço na barriga.

Em casos mais severos, é possível notar sinais um pouco mais visíveis, como confusão mental, hemorragias, fadigas, pele e olhos amarelados, alterações no sono, fezes incolores, inchaço nos membros inferiores e na região abdominal e doenças no encéfalo.

Tendo atenção a esses sinais, o passo seguinte é relatar tudo a um médico, para que ele realize exames e mostre a conduta mais adequada ao caso apresentado.

Como diminuir a gordura no fígado?

Bom, se você chegou até aqui, provavelmente já deduziu quais são os principais causadores do acúmulo de gordura no fígado. Aqui, destacamos que o combate e a prevenção a essa doença se dá, principalmente, pela adoção de hábitos saudáveis. Algumas dicas são:

  • evitar o consumo de alimentos gordurosos;
  • consumir probióticos;
  • não ingerir bebidas alcoólicas;
  • reduzir o consumo de carboidratos;
  • não fumar (esse hábito não só acumula gordura no fígado, mas prejudica sua capacidade de regeneração);
  • ter um sono de qualidade.

Por meio de exercícios físicos e de uma dieta balanceada, ocorre a redução das taxas de glicose e o alívio da resistência à insulina. Como consequência, os triglicérides são utilizados como fonte de energia pelo organismo. Contudo, é preciso ter cuidado, pois a perda de peso deve acontecer gradualmente. Perder peso muito rápido surte o efeito contrário e pode agravar a esteatose hepática.

Ainda, apesar de raros, alguns casos exigem o uso de medicação para a redução dos danos sofridos, mas isso vai depender da avaliação do médico e das especificidades de cada paciente. Um dos compostos mais usados nesses casos é a vitamina E.

Como você pôde observar, a esteatose hepática, ou a gordura no fígado, é um problema que vem se tornando cada vez mais recorrente na vida das pessoas, tanto no Brasil como no mundo. Por isso, é importante, manter hábitos saudáveis e uma rotina equilibrada para prevenir e combater esse mal. Outra dica é ter atenção aos sinais que o seu corpo apresenta, além de realizar exames periódicos para constatar qualquer anormalidade que possa surgir.

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