Você sabe o que é tuberculose ganglionar? Essa doença, muito comentada atualmente pela mídia, foi contraída pela cantora Simaria — da dupla sertaneja Simone e Simaria — e tem despertado a curiosidade de muitas pessoas.

Por esse motivo, separamos neste artigo as informações mais relevantes sobre essa patologia, como sintomas, contágio, fatores de risco, diagnóstico e tratamento. Continue a leitura e acompanhe!

O que é tuberculose ganglionar?

A tuberculose ganglionar é uma variedade de tuberculose na qual os bacilos Mycobacterium tuberculosis, também conhecidos como Bacilos de Koch (BK), não infectam os pulmões como de costume, mas, sim os gânglios, órgãos do corpo onde está situada grande parte das células de defesa.

Ao contrair essa bactéria, o pulmão é o primeiro local infectado — e, por esse motivo, a tuberculose pulmonar é o tipo mais comum da doença. O que acontece, todavia, é que o bacilo pode se espalhar por todo o organismo e acabar afetando outros órgãos, condição que passa a ser definida como tuberculose extrapulmonar.

A patologia pode atingir a pleura, que é um tecido que reveste os pulmões, os olhos, os rins e até os ossos. A tuberculose pleural é o tipo extrapulmonar mais comum, seguido da ganglionar — mais comum entre crianças e adolescentes.

Algo que a maioria das pessoas não sabe é que a Mycobacterium tuberculosis pode permanecer inativa no organismo por muito tempo sem manifestar sintoma algum. Condições que provocam a queda do sistema imune — como o estresse — favorecem a proliferação da bactéria, portanto, podem desencadear a doença.

Quais são os seus sintomas?

Os sintomas que definem a tuberculose ganglionar são diferentes dos da pulmonar, isso devido à diferença dos órgãos afetados. A doença, portanto, não conta com a presença de espirros e nem de tosse com sangue. Por acometer com maior frequência os gânglios da cadeia cervical, na região do pescoço, os sintomas mais comuns da tuberculose ganglionar são:

  • ínguas inchadas no pescoço, que evoluem gradativamente;
  • vermelhidão e inflamação no local;
  • dor na região cervical.

Ademais, outros sintomas menos específicos que também acometem os pacientes são:

  • perda do apetite;
  • emagrecimento;
  • palidez;
  • febre baixa, em torno dos 38º C, principalmente no fim da tarde;
  • sudorese noturna;
  • cansaço excessivo.

Como ocorre o contágio?

A transmissão da tuberculose, no geral, ocorre pelas vias aéreas, sobretudo pelo contato direto com pacientes infectados. Quando alguém fala, tosse ou espirra, pequenas gotas de saliva são expelidas para o ambiente e podem acabar sendo aspiradas por outra pessoa. Se essas gotículas estão infectadas pela Mycobacterium tuberculosis, o indivíduo será contaminado.

Pessoas que passam mais de 6 horas por dia com alguém que tenha tuberculose pulmonar, que é o tipo mais transmissível, têm mais chances de aspirar essas gotículas contaminadas pelos bacilos — ou seja, se você convive com alguém que apresenta a condição, o seu risco de contrair a doença é elevado.

Já os pacientes com tuberculose ganglionar não costumam ser os principais transmissores da doença, uma vez que a quantidade de bacilos presente no organismo é bem menor que na tuberculose pulmonar. A tuberculose ganglionar, portanto, não é contagiosa. Como se trata de uma condição que não afeta os pulmões, ela não é transmitida de pessoa para pessoa por meio das secreções respiratórias.

Quais são os fatores de risco para contrair essa doença?

Para contrair a infecção pelos Bacilos de Koch, é preciso entrar em contato com uma pessoa que tenha tuberculose. No entanto, isso não significa que a doença vai se desenvolver, porque tudo depende da condição imunológica de cada indivíduo.

Pessoas imunodeprimidas, como os portadores do vírus HIV, ou imunossuprimidas, como os pacientes em tratamento do câncer, estão mais suscetíveis à tuberculose. Além disso, existem outras condições que também podem contribuir para a baixa imunidade e facilitar o desenvolvimento dessa patologia. Entre elas:

Qual é o tratamento da tuberculose ganglionar?

Antes de tratar essa doença, é preciso que um diagnóstico apurado seja realizado.

Diagnóstico

Caso desconfie de que está com tuberculose ganglionar, o paciente deve procurar um clínico geral imediatamente. Após o exame clínico, no qual o médico analisa os sinais e os sintomas relatados, será requisitada pelo profissional uma biópsia do tecido para confirmar o diagnóstico.

No exame, uma punção é feita no gânglio com uma agulha muito fina, que retira uma amostra do local para verificar a presença dos bacilos. Em alguns casos, quando a porção de tecido não for suficiente, pode ser necessário remover o nódulo para análise.

A amostra é submetida à cultura microbiológica — na qual o crescimento de colônias confirma a presença da Mycobacterium tuberculosis — e a testes de sensibilidade aos antibióticos, para verificar se as cepas são resistentes a algum medicamento. Além disso, testes moleculares estão disponíveis atualmente para confirmar se o bacilo realmente é o da tuberculose.

Tratamento

O tratamento de todos os tipos dessa doença é igual e tem a duração de 6 meses. Nos primeiros 60 dias, o esquema medicamentoso administrado é chamado de “RIPE”, uma associação dos antibióticos rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol.

A segunda fase do tratamento, que só termina quando completados os 6 meses, utiliza apenas a rifampicina e a isoniazida. Todos esses medicamentos são disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ou seja, são completamente gratuitos.

Ainda assim, muitas pessoas diagnosticadas e que iniciam o tratamento não o fazem até o fim, pois, param com a medicação quando notam os primeiros sinais de melhora.

Essa atitude aumenta as chances de a doença voltar e prolonga ainda mais o período de recuperação. Ademais, parar com a medicação no meio do tratamento eleva os riscos de desenvolver resistência bacteriana, fazendo com que alguns bacilos se tornem difíceis de combater.

Seguir o tratamento corretamente, respeitando as dosagens, os horários a duração adequada é, portanto, a única forma de conquistar a cura dessa doença e recuperar a sua saúde por completo.

Agora que você já sabe os principais pontos sobre essa doença, fique sempre atento aos sinais e sintomas manifestados pelo seu corpo! Assim, você pode procurar um médico rapidamente, fazer o tratamento adequado e garantir que a sua saúde esteja sempre em dia.

Você já teve tuberculose ganglionar ou conhece alguém que passou por essa situação? Deixe um comentário no post contando a sua experiência!

 


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