O HPV (Papiloma Vírus Humano) é uma doença sexualmente transmissível, que pode ser passada também pelo contato com a pele ou uso de toalhas. Segundo levantamento feito pelo Ministério da Saúde, em 2017, estima-se que mais da metade da população esteja infectada com a doença.

Desse modo, é fundamental para a preservação da saúde buscar a vacina de HPV. Como o nome já diz, ele é um tipo de vírus e pode causar verrugas genitais e muitos tipos de câncer: colo do útero, garganta, ânus, pênis. Muitas vezes, esse problema é assintomático, sendo diagnosticado apenas no consultório médico. Veja abaixo como se proteger dele.

Como descobrir se tenho HPV?

O vírus pode ficar latente durante meses ou anos, manifestando-se até depois de muito tempo do contato. Os sintomas podem ser clínicos ou subclínicos, como relatados a seguir:

  • lesões clínicas: são verrugas, também conhecidas como condilomas acuminados ou “crista de galo”. Podem ser assintomáticas ou causar coceira;
  • lesões subclínicas: não são visíveis a olho nu, mas podem levar ao desenvolvimento de câncer mesmo assim.

O exame indicado para diagnosticar em mulheres é o papanicolau e é realizado por um ginecologista. Já os homens devem ir ao urologista e realizar os exames de captura híbrida e peniscopia.

Como é a vacina de HPV?

O preservativo, apesar de ainda ser imprescindível em relações sexuais, não protege 100% contra o HPV. Além disso, a transmissão não se dá apenas pela penetração, podendo ser pelo sexo oral, masturbação, uso compartilhado de roupas íntimas e toalhas ou, até, na hora do parto. Por isso, a imunização é fundamental.

A vacina contém partes do vírus, que é modificado em laboratório. Quando entram em contato com o organismo, o sistema imunológico é estimulado a combater essas substâncias, produzindo anticorpos neutralizantes. A estimativa feita pelos cientistas é que essa proteção consiga durar 10 anos.

Existem dois tipos atualmente comercializados da vacina. Ambos podem ser obtidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou em clínicas particulares:

  • bivalente: atua contra dois tipos do vírus, que são os maiores causadores de câncer do colo do útero, mas não tem proteção contra as verrugas genitais. Pode ser feita em 2 doses, para jovens de até 14 anos, em um intervalo de 6 meses entre cada. Acima dessa idade, serão 3 doses: 0, 1 e 6 meses. Pode ser dada a partir dos 9 anos de idade;
  • quadrivalente: atua contra quatro tipos do vírus: câncer do colo do útero, do pênis, do ânus e verrugas genitais. Na maioria dos casos, são dadas 3 doses: 0, 2 e 6 meses. É recomendada para meninos e meninas entre 9 e 26 anos.

Existem efeitos colaterais e contraindicações?

Os efeitos são apenas mal estar, como o de um resfriado e dor no local da aplicação, mas não são todas as pessoas que sentem isso. Já as contraindicações são as seguintes:

  • gravidez;
  • alergia ou sensibilidade ao princípio ativo;
  • pessoas com a síndrome de Guillain Barré.

A amamentação não costuma ser um impeditivo, ok? Já outras dúvidas pessoais podem ser tiradas numa consulta com o ginecologista de confiança. A vacina de HPV é, atualmente, uma das formas mais eficazes de evitar o contágio com a doença e diminuir a incidência de vários tipos de câncer ao longo da vida.

O cuidado com a saúde é muito importante, não acha? Por isso, siga na leitura seguinte e saiba mais sobre o que é tuberculose ganglionar!

 


2 Comentários

    • Boa tarde, Geraldo!
      O grupo de risco masculino em que recomenda-se tomar a vacina é da idade de 9 a 26 anos. Porém, caso você ainda tenha dúvidas, é interessante consultar-se com um infectologista ou urologista.

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