O inverno é caracterizado pela baixa nas temperaturas e diminuição na umidade do ar, deixando o clima seco e propício para doenças oculares, como conjuntivite e alergias. O desencadeamento dessas doenças acontece devido a maior concentração de poluentes no ar e menor lubrificação natural nos olhos nesse período.

Essas doenças podem se manifestar em qualquer momento, mas, nessa época do ano, a saúde ocular deve ter atenção dobrada. Dentre as principais enfermidades que acometem os olhos durante o inverno, estão as alergias, síndrome do olho seco e a conjuntivite.

Continue conosco para ter mais informações sobre cada uma delas e como preveni-las!

Alergias oculares

As alergias oculares são reações alérgicas que acometem os olhos ou áreas próximas, como as pálpebras. São muito comuns em pessoas que já apresentam outros quadros alérgicos, como a rinite. Na maior parte dos casos, são causadas por ácaros, fumaça, poeira e outros agentes.

Os sintomas mais comuns são ardência, coceira, lacrimejamento e irritação. Para tratar esse problema, é preciso afastar a fonte causadora do contato com os olhos — e procurar um alergista ou oftalmologista para combater a reação alérgica no organismo.

Síndrome dos olhos secos

É uma doença ocular crônica, caracterizada pela diminuição ou deficiência da produção da lágrima. Intensifica-se no período de inverno pela baixa umidade do ar, e seus principais sintomas são ardência, irritação, sensação de “areia” nos olhos, sensibilidade à luz e vermelhidão.

Seu tratamento consiste em uso de lubrificantes oculares sob prescrição médica, alimentos saudáveis com ação antioxidante, hidratação e preservação da lágrima por higiene ocular. Um médico também deve ser consultado assim que forem identificados os sintomas.

Conjuntivite

É a inflamação na conjuntiva, membrana fina que reveste a parte da frente do globo ocular (porção branca do olho). Pode ser aguda ou crônica, afetar um dos olhos ou ambos. Veja abaixo os tipos de conjuntivite e como se prevenir da doença!

Tipos de conjuntivite

Alérgicas

É o tipo mais frequente de conjuntivite, causada pela exposição a algum alérgeno. Não é contagiosa e normalmente acomete os dois olhos. Seus sintomas são coceira intensa, pálpebras inchadas, vermelhidão e lacrimejamento. Frequentemente, está associada à rinite ou asma.

Viral

É causada pelo vírus adenovírus, altamente contagiosa e acomete principalmente pessoas com baixa imunidade. Sua transmissão acontece por meio de contato com as secreções oculares de uma pessoa infectada. Normalmente, inicia-se em um dos olhos e, depois de alguns dias, afeta o outro.

Os sintomas deste tipo de conjuntivite são sensação de “areia” nos olhos, coceira, ardência e lacrimejamento. O tratamento é feito após diagnóstico por um oftalmologista e, em geral, é realizada uma lavagem com soro fisiológico para alívio dos sintomas.

Bacteriana

Tem origem bacteriana e, assim como a viral, é altamente contagiosa. Seus sintomas são coceira, irritação, lacrimejamento, vermelhidão e o aparecimento de secreção amarelada e abundante no canto dos olhos.

Geralmente, é associada a infecções respiratórias, sendo mais comum em crianças. Seu tratamento também é realizado após diagnóstico médico, e consiste em usar colírios antibióticos e soro fisiológico, além de evitar lentes de contato (que podem agravar a infecção).

Prevenção

Apesar do clima seco no inverno, existem algumas medidas que podem ser tomadas para a prevenção da conjuntivite:

  • não compartilhar objetos pessoais (maquiagens);
  • lavar rosto e mãos com frequência;
  • evitar lugares fechados e tumultuados;
  • manter boa alimentação;
  • evitar esfregar os olhos;
  • usar óculos de sol, de modo a prevenir vento e poeira.

Essas são as doenças oculares mais frequentes no período do inverno. Além das formas de prevenção já citadas, também é fundamental realizar consultas de rotina com um oftalmologista. Elas podem ser agendadas de forma fácil e rápida por meio de aplicativos, permitindo que você tenha atenção e cuidados adequados com a saúde dos seus olhos sem nenhum problema.

O que você achou sobre as informações acima? Tem alguma dúvida? Precisa de dicas sobre profissionais especializados? Compartilhe sua opinião conosco deixando um comentário logo abaixo!

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