Você costuma sofrer com fortes cólicas menstruais? Além disso, a sua menstruação é irregular e você já reparou que está tendo dificuldades para engravidar? Saiba que esses são sinais clássicos da endometriose, uma doença crônica que atinge milhões de mulheres em todo o mundo.

Com consequências graves, como a infertilidade, conhecer mais a fundo sobre essa patologia é algo necessário. Pensando nisso, reunimos, neste post, tudo o que você precisa saber sobre a endometriose, como causas, tipos, sintomas, diagnóstico, prevenção e tratamento. Vamos conferir?

O que é endometriose?

Essa doença é definida como a presença do tecido que reveste o interior do útero, chamado de endométrio, fora desse órgão, ou seja, ele atinge outras regiões da pelve, como os intestinos, as trompas, os ovários e a bexiga. Todavia, o crescimento desse tecido também pode ocorrer em outras partes do corpo, o que é uma condição mais rara.

Apesar de o diagnóstico ocorrer com maior frequência por volta dos 30 anos, essa doença acomete as pacientes desde a primeira menstruação e estende-se até o último ciclo de sua vida. Na maioria das vezes, essa patologia está associada a fatores genéticos e ocorre em diversas gerações de uma mesma família.

Segundo a Associação Brasileira de Endometriose, cerca de 10% a 15% das mulheres em idade reprodutiva podem desenvolver o problema, que apresenta um risco de esterilidade de 30%. Atualmente, no Brasil, 6 milhões de mulheres convivem com a endometriose.

Como ela acontece?

Existem algumas teorias diferentes que explicam o surgimento da endometriose.

Menstruação retrógrada

Todos os meses, conforme o ciclo reprodutivo da mulher, o endométrio fica mais espesso devido à ação de hormônios produzidos pelos ovários. O objetivo é que um óvulo fecundado seja implantado no útero, entretanto, quando a gestação não acontece, no final do ciclo, todo esse tecido descama e é expelido por meio da menstruação.

Uma das teorias que explicam o desenvolvimento da endometriose é a migração de parte desse sangue menstrual no sentido oposto, pelas trompas de Falópio, em direção à cavidade abdominal, condição chamada de menstruação retrógrada.

Ao contrário das células endometriais que são encontradas dentro do útero e que saem pela menstruação, as que permanecem no organismo, grudadas nas paredes de outros órgãos, continuam a crescer e a sangrar, o que causa as lesões endometrióticas.

Esse refluxo é algo que costuma ocorrer durante o período menstrual de diversas mulheres. A diferença é que o sistema imunológico atua impedindo a implantação e o crescimento dessas células endometriais e impede o desenvolvimento da doença.

A falha no sistema imunológico da mulher, portanto, facilita a instalação da endometriose, quando o corpo é incapaz de reconhecer e destruir essas células que estão presentes em locais onde não deveriam estar.

Células embrionárias

Outra possível causa da endometriose é o crescimento de células embrionárias. No desenvolvimento do organismo de uma pessoa, o tecido que reveste o abdômen e a cavidade pélvica é originado das mesmas células.

Nesse processo de diferenciação tecidual, algumas dessas podem acabar se transformando em tecido endometrial, o que desencadeia a doença.

Outras causas

Ademais, algumas mulheres podem desenvolver o problema após passar por uma cirurgia, como uma histerectomia ou cesariana. Isso acontece porque as células endometriais podem ficar presas às incisões cirúrgicas.

No caso de endometriose em outras partes do corpo, ela pode ser explicada pela migração das células endometriais por meio das vias do sistema linfático e/ou sanguíneo.

Quais são os tipos de endometriose?

Essa doença pode ser classificada como leve, moderada ou grave. A diferenciação é feita por meio de achados operatórios, do número de lesões e de onde elas estão localizadas, ou seja, depois que a paciente já foi submetida a um procedimento cirúrgico.

Ademais, a endometriose pode ser dividida em alguns subtipos. Conheça quais são eles!

Endometriose superficial

Nesse tipo da doença, as lesões atingem o peritônio, que é o tecido que recobre os órgãos da cavidade abdominal e pélvica.

Endometriose no ovário

Na endometriose ovariana, ocorre a formação de cistos dentro dos ovários, chamados de endometriomas, os quais liberam um conteúdo sanguinolento.

Endometriose profunda

Esse subtipo é classificado pela infiltração de tecido endometrial na parede dos órgãos, que podem atingir até 5 mm de profundidade.

Mais severa, mulheres que sofrem com endometriose profunda têm sintomas intensos a cada menstruação e precisam passar por intervenção cirúrgica imediata.

Endometriose de septo reto-vaginal

Uma subdivisão da endometriose profunda é a de septo reto-vaginal, que é quando as lesões acontecem no tecido que separa a vagina do reto.

Endometriose de parede

Acomete a parede abdominal, próxima da região do umbigo. Os nódulos formados são muito dolorosos durante o período menstrual.

Endometriose pulmonar

Forma mais rara da doença, a endometriose pulmonar provoca sangramento das vias aéreas no período menstrual. As pacientes apresentam tosse com sangue.

Quais são os sintomas da doença?

Os sintomas mais marcantes da endometriose são:

  • cólicas menstruais: em alguns casos, as dores são tão fortes que a mulher não consegue realizar as suas atividades cotidianas;
  • dor pélvica crônica: que permanece mesmo fora do período menstrual e só cessa após o uso de medicamentos analgésicos;
  • dor durante a relação sexual: especialmente no caso de penetração profunda, algumas mulheres podem, até mesmo, apresentar sangramento durante a relação;
  • menstruação irregular: o período torna-se mais intenso e é possível que haja pequenos sangramentos ao longo de todo o ciclo;
  • alterações do ritmo intestinal durante o período menstrual: com episódios alternados de diarreia e constipação, além de muita dor para evacuar;
  • alterações urinárias no período menstrual: quando as células endometriais se alojam na bexiga, uretra ou rins, a mulher pode apresentar dores ao urinar, aumento da frequência urinária e, até mesmo, sangramento na urina;
  • cansaço, fadiga crônica e exaustão: a mulher fica muito indisposta, principalmente durante o período menstrual;
  • infertilidade: mulheres que sofrem com endometriose não conseguem engravidar.

Qual a relação entre endometriose e infertilidade?

Entre as pacientes que sofrem com a endometriose, 50% apresentam infertilidade. Aliás, essa é uma das principais causas que dificultam uma gravidez natural.

O motivo é justamente o acúmulo de células endometriais na cavidade abdominal, as quais desencadeiam um processo inflamatório que gera lesões e aderência das tubas uterinas.

Isso provoca a redução da mobilidade e a obstrução das trompas, o que impede a passagem do óvulo e dos espermatozoides e, consequentemente, a fecundação.

A presença de cistos de endometriose nos ovários também compromete a ovulação e a fertilidade. Em alguns casos, a doença também causa alterações imunológicas e inflamatórias no endométrio, o que atrapalha a implantação do embrião.

Como é feito o diagnóstico?

A endometriose é uma doença difícil de diagnosticar somente por exame físico. Por isso, ao desconfiar da condição, o médico vai pedir alguns exames de imagem específicos para detectá-la.

Ultrassonografia transvaginal

Exame simples e de baixo custo, a ultrassonografia transvaginal permite identificar a endometriose, cistos de células endometriais nos ovários, aderências pélvicas e endometriose profunda.

Ressonância magnética

Trata-se de uma opção um pouco mais sensível e específica para diagnosticar pacientes com endometrioma e endometriose profunda.

Laparoscopia

Além de fazer o diagnóstico da endometriose, a laparoscopia também permite o tratamento da paciente. Por se tratar de um procedimento em que são feitas pequenas incisões no abdômen da mulher, por onde são inseridos instrumentos para visualizar as lesões, ele também permite que essas sejam retiradas.

Laparotomia

A laparotomia é semelhante à laparoscopia, no entanto, trata-se de um procedimento mais invasivo. Nele, as incisões para acessar os órgãos internos são maiores.

Apesar de ser menos vantajosa e precisar de um tempo maior de internação e recuperação, a laparotomia pode ser necessária dependendo do quadro da paciente.

Após a laparoscopia e a laparotomia, o médico pode pedir, ainda, para fazer uma biópsia da lesão, o que confirma o diagnóstico.

Como se prevenir?

Não existem formas de prevenção para a endometriose, no entanto, algumas medidas de proteção são recomendadas, como:

A melhor forma de prevenir as complicações dessa doença é mantendo-se sempre atenta aos sinais e procurando ajuda médica assim que perceber que você pode estar com endometriose.

Se a sua mãe, avó ou irmãs sofrem com essa doença, fique ainda mais atenta! Nesses casos, as chances de desenvolvê-la são ainda maiores.

Qual médico buscar?

Assim que notar os primeiros sintomas, a especialidade que deve ser procurada é a ginecologia. Marque um horário hoje mesmo! Sentir dores extremamente fortes durante a menstruação não é algo normal.

Na consulta com o ginecologista, chegue preparada para contar sobre toda a situação. Você pode fazer uma lista com os sintomas que está sentindo e há quanto tempo eles surgiram, o que ajuda a não se esquecer de fatos importantes.

Leve com você todos os exames sobre a sua condição de saúde geral e ginecológica, pois isso contribui para o diagnóstico.

O especialista vai fazer o exame físico para verificar a presença de endometriose, além de pedir exames de imagem para confirmar essa enfermidade. Ademais, ele também vai fazer o exame preventivo, conhecido como papanicolau, essencial para a prevenção de câncer de colo de útero.

As consultas ao ginecologista são muito importantes para cuidar da sua saúde reprodutiva. Existem diversas doenças que podem acometer esse sistema, como as infecções sexualmente transmissíveis, os miomas uterinos, os ovários policísticos e diversos tipos de câncer. Por isso, faça check-ups periódicos para garantir que a sua saúde está em dia, ok?

Quais são os tratamentos recomendados?

A evolução da medicina permitiu o desenvolvimento de terapias menos invasivas para a endometriose.

Atualmente, existem duas linhas de tratamento para a doença. Para definir qual delas é a melhor, o ginecologista faz uma avaliação completa do caso e da gravidade da doença.

Além disso, para algumas pacientes, pode ser necessário fazer um tratamento integrado, com ambas as opções utilizadas em conjunto.

Tratamento medicamentoso

Diversos medicamentos podem ser aplicados no tratamento da endometriose.

Anti-inflamatórios

Para mulheres que sofrem com endometriose leve e que sentem pouca dor, o uso de medicamentos anti-inflamatórios não esteroides, conhecidos pela sigla AINEs, é o tratamento de escolha, o qual é suficiente para amenizar os sintomas.

Esses medicamentos atuam diretamente nos focos de tecido endometrial fora do útero, impedindo que o organismo desencadeie reações inflamatórias que provocam a dor.

Anticoncepcionais

O uso de anticoncepcional interrompe o ciclo menstrual e cria um estado no organismo semelhante à gravidez, o que ajuda a impedir que a doença sofra agravos. Devido ao efeito contraceptivo, esse tratamento é indicado para mulheres que não desejam engravidar no momento.

A opção prescrita com maior frequência são as pílulas contraceptivas orais combinadas com progesterona e estrogênio, as quais devem ser usadas de modo contínuo para que a mulher não menstrue e sinta fortes dores durante o período. Outras opções são as pílulas de progesterona isolada, injetável ou, até mesmo, o DIU.

O uso dessa classe de medicamentos alivia os sintomas da doença, mas não elimina as lesões de tecido endometrial e aderências nos órgãos. Além disso, a terapia não consegue reverter alterações físicas que já estão estabelecidas devido à patologia.

Alguns efeitos colaterais podem surgir devido ao uso de métodos anticoncepcionais, como ganho de peso, náuseas, sensibilidade nas mamas e outros sintomas hormonais.

Análogos de GnRH

Essa classe de medicamentos interrompe a comunicação entre o cérebro e os ovários, o que bloqueia a produção de estrogênio e progesterona.

Entre os efeitos colaterais que o uso de agonistas de GnRH pode desencadear, estão sintomas similares à menopausa, como alterações de humor, ondas de calor intensas, secura vaginal, enfraquecimento dos ossos devido à perda de cálcio e desenvolvimento de osteoporose.

Em razão disso, o tratamento é limitado a 6 meses. Para algumas pacientes, o uso desse medicamento pode ser prolongado por até um ano, desde que pequenas doses de hormônios sejam prescritas durante esse período para que a mulher não tenha grandes perdas de densidade óssea.

Caso a mulher volte a apresentar endometriose, pode ser necessário tratá-la novamente.

Danazol

O danazol é um medicamento que inibe a liberação dos óvulos (ovulação). Assim, ele ajuda a controlar a endometriose e a amenizar os seus sintomas.

Como efeitos colaterais, ele pode provocar ganho de peso e desenvolvimento de características masculinas, como aumento de pelos pelo corpo, engrossamento da voz, diminuição do tamanho das mamas e perda de cabelo. Esses sintomas cessam assim que o tratamento for interrompido.

Apenas o ginecologista pode prescrever o medicamento mais indicado para o seu caso, assim como a dosagem correta e a duração ideal do tratamento. Siga sempre as suas orientações e não se automedique ou interrompa o uso sem recomendação expressa do seu médico.

Nenhum dos tratamentos medicamentosos é capaz de eliminar a endometriose. Ademais, a doença volta assim que a terapia termina. A função deles é reduzir os sintomas e aumentar a qualidade de vida da mulher.

Quanto à fertilidade, depois do uso de medicamentos, as taxas variam de 40% a 60% de recuperação.

Tratamento cirúrgico

Para mulheres que sofrem com endometriose severa, o tratamento mais eficaz é a cirurgia.

Cirurgia para remover focos da doença

O tecido endometrial presente na cavidade abdominal e os endometriomas são removidos por meio de uma laparoscopia ou laparotomia, com incisões feitas próximas à região do umbigo. Em alguns casos, as lesões são cauterizadas com uma corrente elétrica ou a laser.

Esse tratamento é indicado quando:

  • os medicamentos não são suficientes para amenizar a dor nas regiões abdominal e pélvica;
  • as aderências dos órgãos estão provocando sintomas graves e que prejudicam a rotina da paciente;
  • o tecido endometrial está bloqueando as trompas, o que impede uma gravidez e torna a mulher infértil;
  • as lesões provocam dor durante as relações sexuais.

Durante o procedimento cirúrgico, o médico retira o máximo possível de tecido endometrial, sem prejudicar os ovários. Além disso, parte de órgãos danificados pela endometriose, como intestinos e bexiga, também pode ser ressecada.

A capacidade de ter filhos é preservada e o índice de mulheres que conseguem engravidar após essa cirurgia varia entre 40% e 70%.

Se, mesmo após a laparoscopia, a mulher não conseguir engravidar, repetir o procedimento não costuma ajudar. Nessas situações, é recomendado para a paciente a procura por tratamentos de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV).

Apesar de produzir benefícios notáveis na redução de sintomas, a remoção cirúrgica é apenas uma medida temporária. Depois de um tempo, o tecido volta a se proliferar e a produzir sintomas, exceto quando os ovários são removidos.

Histerectomia

Para mulheres que já tiveram ou não desejam ter filhos, a remoção do útero (histerectomia) pode ser indicada quando os medicamentos não conseguem solucionar a dor.

A remoção dos ovários com esse procedimento, chamado de histerectomia total, também pode ser recomendada, visto que produz uma condição semelhante à menopausa, com redução na produção e concentração de estrogênio.

Esse tratamento é uma boa opção quando:

  • a mulher já está perto de atingir a menopausa e deseja uma medida definitiva para eliminar os sintomas;
  • já ocorreram diversos quadros de recorrência da doença.

A histerectomia total é uma das únicas possibilidades de cura para a endometriose. As chances de a doença voltar são raras, mas pode acontecer.

Tendo endometriose, como conviver?

O uso de medicamentos e a realização de cirurgias, com exceção da histerectomia, não curam a endometriose. O que esses procedimentos fazem é aliviar os sintomas de modo parcial. Algumas pacientes passam anos sem sofrer com o problema após passarem por um desses tratamentos.

Quando a doença é detectada precocemente, eles são ainda mais eficientes. Todavia, existem mulheres em que o tratamento não produz resultados e os sintomas permanecem presentes. Nesses casos, é preciso aprender a conviver com a doença.

Algumas medidas simples que ajudam a reduzir os sintomas da endometriose e que podem ser feitas em casa são:

  • tomar banhos quentes e utilizar bolsas de água quente para diminuir a tensão dos músculos da região pélvica e amenizar as cólicas e dores no local;
  • praticar exercícios físicos frequentemente, pois a endorfina produzida e liberada durante a prática ajuda a reduzir as dores;
  • utilizar medicamentos analgésicos, com orientação médica quanto às dosagens e horários para controlar focos de dor intensa.

Além disso, é importante monitorar a frequência das dores para informar ao seu médico, para que, assim, ele possa aplicar medidas de tratamento para controlar o quadro.

Faça um diário com informações sobre o seu ciclo menstrual, padrão de sangramento, intensidade da dor e impactos na sua rotina. Dessa forma, o clínico vai conseguir definir que caminho seguir e atingir resultados mais satisfatórios quanto ao tratamento.

Se o seu grande sonho é ser mãe e a endometriose está atrapalhando os seus planos, não se desespere! Procure ajuda em um centro de reprodução humana para iniciar o processo de fertilização in vitro — esse método é a melhor alternativa para conquistar uma gravidez convivendo com a endometriose.

A endometriose é uma doença crônica que afeta muitas mulheres durante a fase reprodutiva. Com sintomas desagradáveis, especialmente cólicas e dores fortes durante o período menstrual, as quais podem, até mesmo, prejudicar a rotina da mulher, essa patologia também é uma das causas mais frequentes de infertilidade feminina.

Por isso, é muito importante buscar ajuda médica o mais rápido possível. Somente assim, é possível ter um diagnóstico correto da condição e dar início ao tratamento, que pode ser por meio de medicamentos, procedimentos cirúrgicos ou uma associação dos dois. Além disso, com o tratamento adequado, as chances de uma mulher conseguir engravidar aumentam muito.

Mesmo assim, é importante destacar que a endometriose não tem cura, exceto caso a mulher passe por uma remoção completa dos seus órgãos sexuais, como útero e ovários.

É necessário, então, aprender a conviver com a doença. Ter uma vida saudável, praticar atividades físicas, usar bolsas de água quente e analgésicos quando necessário são medidas muito úteis para amenizar a dor.

Em conjunto a um acompanhamento médico contínuo, é possível garantir que você, mulher que convive com a endometriose, tenha qualidade de vida. O importante é estar sempre de olho nos sinais que o seu corpo dá sobre a sua saúde. Portanto, fique sempre atenta, certo? Se necessário, agenda com um ginecologista pelo BoaConsulta.

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