Mulher com gengivite segurando escova de dentes.

Gengivite: o que é, causas, sintomas, tratamentos e prevenção

Gengivite, como chamam os profissionais da saúde, é o nome técnico para inflamação da gengiva, este corresponde ao estágio inicial da doença da gengiva e o mais fácil de ser tratado.

Na maioria dos casos a gengivite pode ser evitada, já que um dos principais causadores da inflamação é a má higiene bucal.

Podendo ser facilmente identificada, os sintomas da gengivite incluem: vermelhidão e sangramento da gengiva e mau hálito.

Apesar de ser facilmente tratada, é preciso ter muito cuidado e atenção com sua saúde bucal, o quadro de  gengivite se não for acompanhado por um profissional pode evoluir para outras doenças ainda mais graves, que podem comprometer a sustentação dos dentes e até a sua saúde cardiovascular.

Portanto, se tem interesse no assunto e quer entender mais sobre o que é a gengivite, suas causas, sintomas, como tratar e como prevenir esta doença, continue a leitura que hoje iremos acabar com todas as dúvidas acerca deste tema.

O que é a Gengivite?

Sendo comum na vida dos brasileiros, pesquisas apontam que a cada dez brasileiros oito sofrem de gengivite ou periodontite, no caso da gengivite, este nada mais é do que o nome técnico para a inflamação da gengiva, sendo neste caso a fase inicial da doença periodontal.

Mulher com gengivite com a gengiva sangrando.
Gengivite se caracteriza pelo sangramento gengival.

Mesmo se tratando da doença em sua fase inicial, a gengivite deve ser acompanhada por um profissional, a falta de tratamento adequado pode acarretar em uma infecção gengival grave, que em alguns casos pode ocorrer danos severos na gengiva, osso maxilar e até mesmo comprometer outros tecidos de suporte que sustentam os dentes em nossa boca.

Causas da gengivite

Comumente a gengivite é causada pela má higiene bucal ou até mesmo a falta dela, isso porque manter hábitos de higiene inadequados contribuem para o acúmulo de restos de alimentos e consequentemente o acúmulo de bactérias entre os dentes e a gengiva que causam a inflamação.

Nestes casos a principal causa da doença são as placas, essas placas de bactérias, também conhecidas como biofilme são uma espécie de película viscosa e incolor que se formam nos dentes, principalmente próximo a gengiva, para identificá-los é possível observar a presença de um tipo de muco pegajoso nos dentes.

Para remover esta placa de biofilme basta escovar os dentes corretamente após as refeições e manter o uso diário de fio dental, do contrário, se a placa não for removida, ela passa a liberar toxinas que começam a irritar a mucosa da gengiva acarretando na gengivite.

Placa bacteriana nos dentes.

Quando isso acontece, o próprio sistema imunológico do ser humano passa a aumentar o processo inflamatório como forma de proteção e ataque contra estes micro-organismos identificados como nocivos para a saúde, mas todo este processo de defesa intensifica ainda mais os sintomas da doença.

Outro ponto a ser observado é que, se as placas não forem removidas em sua fase inicial o acúmulo das mesmas pode resultar no endurecimento, uma espécie de mineralização que as tornam rígidas e fortemente aderidas aos dentes, nestes casos a placa viscosa passa a se tornar ao que conhecemos como tártaro, uma condição avançada deste acúmulo de sujeiras e que só pode ser removido de maneira adequada por um médico dentista.

Além das causas relacionadas à higiene existem outros fatores que podem  acarretar a um quadro de gengivite, estes são menos comuns, mas que não devem ser descartados como causadores da doença: alterações hormonais e doenças que comprometem a funcionalidade do sistema imunológico.

Os fumantes também devem redobrar os cuidados com a saúde bucal, uma vez que o tabaco reduz o fluxo de sangue e consequentemente a troca de nutrientes entre os tecidos gengivais, sendo assim, a gengiva de um tabagista se torna mais suscetível a infecções e inflamações.

Fatores de risco para gengivite

Assim como já citamos acima, alguns fatores são mais comuns do que outros para o acarretamento da doença, mas é importante conhecermos todas as situações que podem causar a gengivite:

  • Uso de aparelhos ortodônticos fixos (estes podem dificultar a escovação correta dos dentes);
  • Dentes desalinhados, nestes casos também pode ocorrer a má escovação por conta da estrutura dos dentes;
  • Alimentação rica em doces e açúcar;
  • Cárie;
  • Excesso de peso e obesidade;
  • Gravidez;
  • Diabetes;
  • Ingestão de medicamentos contraceptivos;
  • Menopausa;
  • Déficit de vitaminas;
  • Consumo de bebidas alcoólicas de maneira excessiva, incluindo o alcoolismo.

Sintomas da Gengivite

Os sintomas mais comuns da gengivite incluem vermelhidão na gengiva, especialmente na parte de maior contato com os dentes, inchaço e sangramento, o sangramento pode acontecer de maneira espontânea, ou seja a qualquer momento ou quando a gengiva é tocada, na hora de realizar a escovação dos dentes ou nos momentos que estamos nos alimentando.

Mas, além destes, existem outros sintomas que podem indicar a doença, confira:

  • Sensibilidade;
  • Aparência de dentes mais longos devido à retração da gengiva;
  • Formação de tártaro;
  • Dor, sensibilidade ou sangramento da gengiva ao mastigar;
  • Mau hálito;
  • Sensação de boca amarga ou “gosto ruim”;
  • Formação de bolsas entre os dentes e a gengiva que favorecem o acúmulo de restos de comida e placa;

Em casos mais avançados é possível observar até mesmo o aparecimento de pequenas feridas e a presença de pus na boca. 

Diagnóstico

Em caso de suspeita da doença, o recomendado é procurar ajuda de um profissional, você jamais deve se auto diagnosticar sozinho em casa, o dentista poderá avaliar a condição da sua boca e diagnosticar se você está com gengivite ou até mesmo se a doença está um pouco mais avançada.

Dentista avaliando quadro de gengivite.

Apenas olhando os sinais dos seus dentes e aspecto da gengiva o profissional pode identificar a presença ou não da doença, porém a sua origem poderá ser investigada com exames complementares para evitar a recorrência da doença.

Gengivite é contagioso?

Apesar da doença ter como principal causador as bactérias, não podemos afirmar que a gengivite é contagiosa ou que você poderá pegar ou transmitir para outra pessoa, principalmente através do beijo.

E mesmo que ocorra a passagem de bactérias pela saliva, seria necessário que a outra pessoa esteja com a saúde bucal predisposta a desenvolver a doença, seja pela má higiene bucal, presença de cáries ou algum dos fatores que já citamos anteriormente.

Portanto, apesar de incomum, pode existir algum tipo de risco de outra pessoa desenvolver a doença se estiver com algum fator de risco já existente.

Tratamento

A gengivite em seu estágio inicial pode ser facilmente tratado e seus danos revertidos, isso porque de maneira geral os ossos e as demais estruturas que formam os tecidos de suporte ainda não foram atingidos pela inflamação.

Portanto é de extrema importância que a gengivite seja tratada o quanto antes.

O principal objetivo do tratamento da gengivite é aliviar a dor, sangramento e reduzir a inflamação da gengiva de maneira geral até que a própria estrutura possa se recuperar completamente.

O primeiro passo normalmente adotado pelos médicos dentistas é realizar a limpeza profissional dos dentes, procedimento conhecido como destartarização ou tartarectomia, que de maneira simplificada consiste na remoção de placas e tártaros presentes entre os dentes e a gengiva.

Além desta limpeza profissional, o seu dentista pode recomendar que o tratamento seja mais profundo, em casos onde a gengivite está em um estágio mais avançado pode ser necessário a realização de raspagem e alinhamento das gengivas para retirar partes da gengiva que estejam comprometidas pela doença e para reduzir a formação das bolsas.

Dentista fazendo tratamento de gengivite.

Estendendo o tratamento para fora dos consultórios, é comum que os dentistas façam a recomendação de alguns cuidados caseiros, como por exemplo, a indicação dos tipos de escova de dentes mais adequadas para sua boca, a demonstração de como deve ser feita a escovação dos dentes, assim como o uso do fio dental.

Outro cuidado sugerido pelos dentistas no tratamento de gengivite é a prescrição de cremes dentais e enxaguantes bucais. Estes dois produtos utilizados da maneira correta auxiliam de maneira satisfatória na recuperação da gengiva e prolongam a saúde da sua boca.

Além dos tratamentos externos, em casos onde a gengivite se apresenta em condições mais avançadas e severas, o seu médico dentista pode prescrever o uso de medicamentos via oral, sendo esses antibióticos ou anti-inflamatórios.

No caso das gestantes é fundamental que o seu dentista seja comunicado sobre a gravidez porque alguns tipos de medicamentos, como no caso dos anti-inflamatórios, o seu uso é proibido devido a contraindicação de risco para o desenvolvimento do bebê.

Em caso de dor, a gestante pode fazer o uso de outros tipos de medicamentos que são autorizados pelos médicos e são mais seguros para a gestação.

Atenção, é comum encontrarmos na internet receitas caseiras para o tratamento de gengivite, os mais populares incluem o uso de água oxigenada como enxaguante bucal, esta prática não deve ser realizada, especialmente sem a recomendação de um profissional habilitado. 

A água oxigenada possui propriedades antissépticas que podem ajudar no tratamento da gengivite, mas se não for recomendada de maneira consciente por um profissional, o seu uso é desaconselhado. Se a água oxigenada for usada em uma concentração (volume) errado poderá resultar em novas lesões na gengiva e prejudicar ainda mais a condição da sua boca.

Então, devido aos riscos de se automedicar, recomendamos sempre que qualquer tratamento seja feito sob orientação de um médico dentista. Na sua casa o único tratamento caseiro que indicamos é seguir as recomendações do seu dentista e manter a higiene bucal sempre em dia. 

Prevenção

O melhor tratamento para gengivite sem dúvida é a prevenção, para isso devemos sempre manter uma boa higiene bucal e fazer visitas regulares ao seu médico dentista, o ideal é que seja feita a cada 6 meses ou pelo menos uma vez ao ano.

Durante as visitas o dentista poderá realizar as limpezas profissionais de destartarização removendo qualquer indício de formação de novos tártaros e placas causadoras da doença.

Outra forma de prevenir a gengivite é cuidando dos fatores de risco identificados como os causadores da doença em sua boca, mudar o estilo de vida e evitar as práticas que prejudiquem a sua saúde são essenciais para evitar que a doença reapareça.

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