Você sabia que março é o mês da campanha de prevenção do câncer de colo de útero? Além de estar relacionado ao Dia Internacional da Mulher, o mês, como Março Lilás, é dedicado também à campanha de prevenção do tumor maligno que afeta a parte inferior do útero. A doença é uma das maiores causas de morte por câncer entre as mulheres no mundo.

Um dos principais fatores que levam ao desenvolvimento do câncer de colo de útero é o vírus HPV (Papilomavírus Humano), que infecta a pele e mucosas e é transmitido por meio de relações sexuais. Existem mais de 200 tipos de HPV, mas somente 14 podem causar câncer. Continue lendo o post e aprenda mais sobre esse importante tema!

Afinal, o que é o Março Lilás?

O Março Lilás é uma campanha que tem o intuito de levar mais informações para as mulheres e para o público geral sobre as questões relacionadas com o câncer de útero, visto que esse é um tema que ainda gera muitas dúvidas e questionamentos nas pessoas. A ideia é alertar para os principais sintomas e para sinais que mostram que é a hora de buscar ajuda.

As ações do Março Lilás também reforçam a importância de conscientizar sobre o HPV – Papilomavírus Humano, bem como acerca de sua transmissão. Elas também reforçam a relevância de o público feminino realizar o exame conhecido como Papanicolau, amplamente disponível na rede pública e imprescindível na prevenção ao câncer de colo uterino.

No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de colo uterino é o terceiro tipo mais comum, ficando atrás apenas do câncer de mama e do câncer colorretal. Ele atinge majoritariamente mulheres na faixa de idade dos 45 aos 49 anos, sendo que a maior incidência é na região Norte do país.

O que precisamos saber sobre o câncer de colo de útero?

Existe muito a ser falado sobre o câncer de colo de útero, mas é importante começar elucidando que o seu risco é aumentado por alguns fatores específicos, como a infecção pelo vírus HPV, que é o principal deles e está relacionado com cerca de 90% dos casos. Aliás, em mulheres que têm HPV, o uso de anticoncepcionais pode aumentar o risco.

O mesmo vale para tabagistas, pois o surgimento da doença tem relação até mesmo com a quantidade de cigarros fumados por dia. A incidência em mulheres jovens é menor, sendo a faixa mais acometida entre 45 e 50 anos, como na maioria dos tumores. Ao contrário do que se pensa, a endometriose e a genética parecem não fazer tanta diferença.

Como o HPV é uma DST — doença sexualmente transmissível —, o uso de preservativos ou a limitação do número de parceiros é crucial, pois a profilaxia do câncer de colo de útero é feita, principalmente, por prevenção do HPV, com medidas que envolvem sexo seguro, realização do exame Papanicolau anualmente e consultas regulares com um ginecologista, um oncologista e um clínico geral.

Como é a vacinação contra o HPV?

Vale ressaltar que existe vacinação contra o HPV e, como dissemos, evitar essa infecção é uma forma inteligente de prevenir ou reduzir a incidência do câncer de colo de útero. O Ministério da Saúde tem, em seu calendário vacinal, a vacina contra o vírus, que deve ser aplicada em meninas que se encontram na faixa de nove a 14 anos.

A imunização ajuda a proteger contra diversos tipos de HPV, inclusive os que estão relacionados com aproximadamente 70% dos casos de câncer do colo uterino. A vacinação e o Papanicolau são, portanto, complementares. É preciso lembrar que as mulheres vacinadas não devem mudar os seus hábitos e precisam fazer o exame regularmente.

Quando devemos procurar um médico?

Um dos grandes problemas do câncer de colo de útero é que ele é, na maioria das vezes, assintomático, principalmente em fases iniciais. No entanto, quando surgem sinais, eles podem estar relacionados com uma etapa mais avançada da doença, o que reforça a importância da vacina e da realização do Papanicolau.

A sintomatologia inicial inclui sangramentos vaginais, especialmente depois de relações sexuais, e corrimentos com cor escura e mau cheiro. Em casos mais graves, podem surgir uma massa palpável na região, hemorragias, dores abdominais, perda de peso e até obstrução das vias urinárias e/ou do intestino.

Você deve fazer os seus exames periodicamente, mas, ao perceber qualquer sintoma, não hesite em procurar o médico para investigar o caso. Ele poderá, inclusive, lançar mão de outros recursos para o diagnóstico definitivo, como uma biópsia, que utiliza uma pequena amostra de tecido para uma análise microscópica.

Nas bases do BoaConsulta, a busca por ginecologistas, no período de fevereiro, quando comparadas ao mesmo período do ano passado, dobrou. O resultado evidencia a conscientização da Campanha do Março Lilás.

Se você for mulher e desejar se prevenir, agende já uma consulta com um médico especialista! Agora, aproveite também para compartilhar este conteúdo e conscientizar mais pessoas acerca do tema!

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