10 Mitos e verdades sobre o ataque cardiaco (infarto)

O ataque cardíaco ou como também é chamado infarto agudo do miocárdio, afeta em média 360 mil pessoas por ano, somente no Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Representando uma das maiores causas de morte no mundo, afeta homens e mulheres em proporções muito semelhantes, dessa forma é inviavelmente que surjam mitos sobre o mal, sendo assim, nesse post conheceremos os principais mitos e verdades sobre o ataque cardíaco.

O ataque cardíaco (infarto) acontece quando ocorre uma obstrução nas artérias coronárias, estas são vasos responsáveis por levar sangue até o músculo cardíaco, sendo se suma importância para o funcionamento do coração.

A obstrução acontece devido ao acumulo de gordura nas paredes das artérias, gerando coágulos que são os causadores de obstruções, dificultando o funcionamento adequado da corrente sanguínea e a alimentação dos órgãos com substâncias fundamentais para seu funcionamento.

Esse acumulo de gordura na maioria das vezes são causados por uma doença chamada, aterosclerose, causada principalmente por hábitos ruins, como má alimentação, obesidades e o sedentarismo.

Coágulos formados por aterosclerose.
A aterosclerose pode formar coágulos responsáveis pelo infarto.

Agora que entendemos resumidamente o que é o infarto e qual a sua principal causa, vamos conhecer os principais mitos e verdades sobre o ataque cardíaco, e entender melhor cada um deles, confira.

Mitos e verdade sobre o infarto

Os mitos e verdades sobre o ataque cardíaco são dos mais diversos tipos, estes mitos surgem devido à falta de disseminação de informações básicas, o que talvez explica os números exorbitantes de quadros críticos de infarto que chegam nas emergências.

Pensando nisso, separamos os principais mitos e verdades sobre o ataque cardíaco, para você conhecer e saber compara-los com sintomas de infarto reais e consiga buscar ajudar ou ajudar alguém, continue lendo.

Mitos sobre o ataque cardíaco (infarto)

Primeiro vamos conferir quais são os mitos sobre o ataque cardíaco mais comuns, assim fica mais fácil compreendermos as verdades sobre o infarto e podemos distinguir um do outro.

1. Quem ronca tem predisposição a sofrer um infarto

Isso é um mito, não existe qualquer relação do ronco com o ataque cardíaco. O que pode acontecer são os distúrbios do sono, como a apneia, capaz de contribuir com o infarto.

A apneia do sono, faz com que a pessoa tenha a sua respiração normal interrompida durante o sono, por 10 segundos, diversas vezes durante o sono. Em razão da interrupção na respiração, ocorre interferências na circulação do oxigênio no organismo, prejudicando diretamente o coração e outros órgãos.

2. O ataque cardíaco afeta mais homens que mulheres

Mito também, segundo a Organização Mundial da saúde (OMS) as cardiopatias, são responsáveis por 1/3 de todas as mortes de mulheres no mundo, apontando também que o risco de morte por infarto é 50% maior entre as mulheres, quando comparado aos homens.

O que se sabe é que os casos de óbitos por infarto em homens, possui um percentual maior na população jovem, mas com o envelhecimento, essa proporção muda bastante, superando o percentual masculino.

Algo que talvez cause esse mito, é porque as mulheres possuem maior tendência a procurarem o médico regularmente, bem como cuidar da alimentação, diminuindo bastante a ocorrência, mas existem diversos fatores de risco para o público feminino.

3. Após um infarto a pessoa não pode mais praticar atividade física

Mito. Homens e mulheres que sofreram um quadro de infarto agudo do miocárdio, precisam sim praticar atividade física, faz parte da reabilitação e da prevenção de um novo ataque cardíaco.

Agora o que se dever ter muita atenção, é que essa atividade física, deve ter sua programação orientada por um médico cardiologista, que ficara responsável por ajudar o paciente na programação de atividades de fortalecimento.

Estás praticas inicialmente podem ser de fisioterapia, visto que o másculo cardíaco foi bastante debilitado, após isso, o especialista pode recomendar práticas em academias especializadas na reabilitação de pacientes infartados, bem como caminhadas ao ar livre.

4. Todos os casos de infarto provocam dores no peito

É um grande mito. É fato que um dos sintomas de infarto mais marcantes é sim, a dor no peito, que pode se irradiar para o pescoço, braço, região do estômago e costas, algo que é bem retratado em filmes, seriados e novelas.

Mas nem de longe é o único sintoma, em muitos casos esse sintoma em específico pode não ocorrer. O infarto pode se apresentar como uma dor nas costas ou na região do estômago, como é muito comum em mulheres, idosos e diabéticos.

Vale lembrar que os sintomas podem aparecer em conjunto ou separadamente.

5. Pessoas magras não correm risco de sofrer um infarto

Mito. É comum imaginar que pessoas magras não correm risco de sofrer um ataque cardíaco, mas não é bem por ai, ser magro (a) não é sinônimo de ser saudável.

Esse mito ocorre principalmente pela exclusão do risco referente a obesidade, mas  existem pelo menos mais 13 fatores de riscos principais, que podem acarretar um infarto.

Esses fatores podem ser: genética, estresse, tabagismo, consumo exagerado de álcool, sedentarismo, consumo de comidas de baixo valor nutricional, hipertensão e etc.

Nesse caso, quanto menos fatores de risco a pessoa tiver, menor a hipótese de ser acometida pelo ataque cardíaco a pessoa possui.

Verdades sobre o ataque cardíaco

Agora que conhecemos os principais mitos sobre o infarto agudo do miocárdio, vamos conhecer as verdades a respeito desse assunto, continue lendo.

1. Aspirina ajuda a salvar a vida de quem está infartando

Verdade. Com benefícios cientificamente comprovados, a Aspirina, possui propriedades que ajudam em casos de emergência ou prevenção do ataque cardíaco.

No entanto, não pense que você se automedicando, conseguirá evitar o acontecimento do infarto, essa administração e dosagem deve ser feito por um médico, uma vez que o uso por conta pode ser muito perigoso, podendo ocasionar até hemorragias.

Ao suspeitar de um infarto, procure um hospital imediatamente, jamais se automedique, isso pode colocar a sua vida em risco ou piorar um quadro que já é grave.

2. Posso infartar e não perceber?

Verdade.  Sim, é totalmente possível que você possa infartar e não saber que está acontecendo, em muitos casos o ataque cardíaco é silencioso, mas na maioria das vezes, as pessoas apenas conhecem os sintomas básicos do infarto, sendo assim, quando sintomas diferentes acontecem, a pessoa associa a outras situações.

Esses sintomas diferentes podem ser a dor no estômago, náuseas e dor nas costas, por exemplo. Facilitando uma interpretação completamente errônea, podendo levar o paciente a procurar auxílio médico quando já é tarde de mais.

Nesse caso a recomendação é que ao sentir sintomas incomuns, que não ocorrem com uma certa frequência,  você procure atendimento médico, afinal é melhor prevenir.

3. Fortes emoções e estresse podem provocar um ataque cardíaco?

Verdade também. Se a pessoa é sedentária, idosa ou possui uma predisposição, uma notícia muito impactante ou estresse, podem ser responsáveis por um infarto.

Existem diversas explicações, mas no caso de pessoas sedentárias e idosas, acredita-se que a condição cardiovascular não esteja em condições saudáveis, sendo assim, a exposição a fortes emoções e o aumento de pressão, são suficientes para desencadear um infarto.

Os fatos de risco aqui são: estresse no trabalho, perda de um parente, jogos esportivos ou sustos repentinos.

4. Um infarto da (sinais) dias, semanas e ate meses antes de acontecer

Verdade. Uma pessoa que sofre infarto, pode apresentar sinais com muita antecedência, isso pode acontecer durantes os dias, semanas e meses que antecedem o acontecimento.

Estes sinais podem ser desmaios, falta de ar, náusea, tontura, suor frio, tosse seca, palpitação e fraqueza.

5. Atividade física ajuda a prevenir o infarto?

Verdade. A pratica de atividade física regular, combate as principais causas do infarto, como o sedentarismo, obesidade, hipertensão, colesterol e estresse. Atividades realizadas por no mínimo 20/30 minutos por dia sem interrupção é muito recomendado.

Claro que sempre é recomendado fazer exames antes de iniciar uma atividade física, visite o cardiologista, assim você saberá se possui alguma limitação, principalmente para atividades mais intensas.

Atividades físicas ao menos 3 vezes por semana já podem fazer uma enorme diferença em sua vida e na prevenção do infarto.

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