O que acontece com o cérebro de uma pessoa com TOC? E quais avanços a ciência faz em relação ao transtorno? Confira isso e mais!

O TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) é uma psicopatologia do grupo dos transtornos ansiosos, e caracteriza-se principalmente por preocupações em excesso, obsessões, pensamentos impróprios ou ruins, rituais, checagem excessiva, medo e hesitação, desconfortos, aflições, sentimento de culpa e até mesmo depressão.

Geralmente afetando jovens no início da vida adulta, já se faz presente em cerca de 2,5% da população mundial, e segundo a OMS, já é uma das 10 psicopatologias mais incapacitantes da atualidade, atingindo homens e mulheres na mesma proporção.

O TOC é uma psicopatologia grave e de curso crônico, que vem se tornando cada vez mais comum, motivando esforços de especialistas e cientistas, para compreender as causas da doença e principalmente o que acontece com o cérebro de quem tem TOC, em busca de aprimorar as opções de tratamento do TOC.

Estes estudos vêm obtendo diversos avanços, principalmente na compreensão de como a patologia se desenvolve, quais áreas do cérebro ela atinge e como otimizar o tratamento para reestabelecer a qualidade de vida do paciente.

A seguir entenderemos melhor o que acontece no cérebro de uma pessoa com TOC, e quais são as descobertas mais recentes sobre o assunto, continue lendo.

O que acontece no cérebro do paciente com TOC?

Até o presente momento, não temos um consenso claro a respeito das verdadeiras causas do TOC, mas o que especialistas no assunto concordam, é a respeito do papel do cérebro na presença o transtorno.

Segundo os especialistas o TOC tem sua base em desarranjos neurobiológicos, isto é, alterações no funcionamento cerebral, são as principais responsáveis por provocar os sintomas de TOC. Para embasar esse argumento, especialistas nos apresentam a efetividade de medicamentos serotonérgicos, como um forte aliado para a redução considerável dos sintomas de TOC.

É com base nos estudo mais recentes, que cientistas e especialistas, estão começando a ser capazes de propor modelos descritivos e fisiopatológicos de mapeamento do fenômeno.

Com base em um estudo recente, realizado por cientistas nos Estados Unidos, por meio de Ressonância Magnética, foi possível mapear regiões do cérebro que se destacam em pacientes com TOC e diferenciá-las de pacientes sem o transtorno.

Com o auxílio de exames de ressonância magnética funcional, uma técnica que busca gravar o cérebro em ação, os pesquisadores, da Universidade Estadual Wayne, em Detroit, observaram um comportamento incomum na região do cortex cingulado anterior, região do cérebro associada ao controle cognitivo, nos pacientes com TOC.

Os avanços científicos, apresentados na revista científica Frontiers in Human Neuroscience”, infelizmente ainda não possui aplicação clinico, mas já contribui com informações valiosas para novas opções de tratamento.

Um outro estudo sobre o transtorno, realizado através de tomografia computadorizada do cérebro chamado PETSCAN, demonstrou um alto consumo de glicose em determinadas áreas cerebrais, das quais em geral estavam aumentadas, indicando um funcionamento incomum e em excesso.

Além disso, no decorrer do estudo, descobriu-se que estas atividades incomuns, tendem a diminuir durante o tratamento medicamento, bem como com o auxílio da terapia comportamental.

A conclusão desse estudo é que as áreas cerebrais relacionadas ao TOC, seriam os núcleos da base, com atuações incomuns no neurotransmissor serotonina,  visto que as medicações recaptadoras seletivas se serotonina, possuem grande eficiência no alívio dos sintomas de TOC.

As opiniões ainda são diversificadas sobre o tema, existem modelos neurobiológicos dos sintomas do transtorno, descritos e ligados a hiperatividade de regiões do circuito córtico-estriado-pálido-talâmico-cortical (CEPTG). Está constatação, é a principal envolvida nos modelos fisiopatológicos atuais do TOC.

Agora que entendemos o que acontece com o cérebro de uma pessoa com TOC, vamos entender quais foram os avanços até o momento no tratamento.

O TOC e os avanços no tratamento

O transtorno Obsessivo Compulsivo apesar de não ser uma doença nova, é muito subjugada pelas pessoas e até mesmo a comunidade médica, principalmente devido aos níveis baixos de pacientes diagnosticados. Mas isso não ocorre, por realmente serem poucos os casos, mas sim, devido à negligência na hora de procurar ajuda.

Sabe-se que cerca de 2,5% da população se encontram com a comorbidade ao redor do mundo, mas estimas-se que este percentual pode ser muito maior, devido ao preconceito e desconhecimento que ronda o transtorno.

Como citamos a cima, não estamos falando de uma psicopatologia nova, existem registros clínicos de mais de 300 anos do que hoje é conhecido como TOC.

Mas felizmente, desde os anos 80, estamos avançando cada vez mais com as pesquisas a respeito do transtorno, obtendo tratamentos através de fármacos como primeira linha de tratamento e atribuindo também, ótimos resultados através das terapias como a cognitivo-comportamental.

Os fármacos que citamos, normalmente são a primeira e melhor opção, proporcionando um alívio relativamente rápido dos sintomas de TOC, este medicamentos são antidepressivos inibidores seletivos de recaptação de serotonina. E tem como função, ajudar a diminuir os pensamentos obsessivos que geram angústia ao paciente.

Já a terapia comportamental-cognitivo quando em união com os fármacos, tende a ter uma taxa de 70% de sucesso na melhora da qualidade de vida do paciente e até a remissão, permitindo que a pessoa vida a sua vida normalmente.

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