Mulher sentada em em sala isolada devido ao TOC.

O que acontece se o TOC não for tratado? Quais são as complicações? Entenda isso e mais!

O transtorno obsessivo Compulsivo ou como é popularmente chamado TOC, é uma psicopatologia, do grupo dos transtornos ansiosos, que acomete indivíduos de formas distintas, nem sempre gerando sintomas extremos.

Algumas pessoas, apesar de terem a sua qualidade de vida debilitada, devido aos sintomas de TOC, conseguem “aprender” de certa forma a conviver, mas você já se perguntou o que acontece se o TOC não for tratado, bom nesse post buscaremos dar um panorama e entender como a doença se comporta.

A primeira coisa que se deve compreender, é que o transtorno é crônico, sendo assim, não possui uma cura comprovada, mas atualmente, existem tratamentos para TOC extremamente efetivos, capazes de reestabelecer a qualidade de vida do paciente.

Dito isso, vale lembrar que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) o transtorno está entre as 10 doenças psicológicas mais incapacitantes, acometendo apenas no Brasil, cerca de 4 milhões de pessoas, número que tende a ser maior, devido a dificuldade e demora no diagnóstico.

Homem segurando boneco e dado com rosto triste.
O Toc é uma das 10 doenças psicológicas mais incapacitantes.

O TOC é uma doença séria, que necessita de tratamento, seus sintomas são geralmente associados a manias, mas com ausência do acompanhamento profissional, tende a desestruturar todas as esferas da vida de uma pessoa.

Vejamos a seguir, o que acontece se o TOC não for tratado, quais as suas implicações, variáveis e como a psicopatologia age.

E se o TOC não for tratado?

Segundo os especialistas, o TOC normalmente leva entre 8 a 10 anos para ser diagnósticos, após os seus primeiros sinais, fato que contribuir para que o paciente chegue ao consultório do psicólogo ou psiquiatra, com a psicopatologia em estágio avançado.

Normalmente, quando a pessoa já está com as suas relações pessoais, profissionais e academicas comprometidas, visto que em 90% dos casos, o diagnóstico tardio, vem acompanhado de outros transtornos, como ansiedade e depressão.

Vale ressaltar, que (cerca de 41% dos pacientes, tornam-se incapacitados para o trabalho).

Esse diagnósticos e agravamento da doença, ocorre principalmente pelo preconceito, desinformação e medos que rondam o assunto, no entanto, o afastamento do tratamento, apenas contribui para o agravamento.

Está preocupação com o transtorno, se reforça quando avaliamos os seguintes dados: 63% dos portadores de TOC também são diagnosticados com algum grau de ansiedade, 68% também desenvolveram depressão e 35% possuem algum grau de fobia social.

Pessoas com psicopatologias.
Geralmente o TOC está associado a outras psicopatologias.

A associação de outras doenças debilitantes, nos apresenta uma realidade dura, mas que precisa ser exposta. Segundo dados publicado pela USP (Universidade de São Paulo), paciente com TOC, estão duas vezes mais propensos a pensar ou a cometer suicídio, que portadores de outras patologias.

Os dados são alarmantes, e nos apresentam a realidade de uma pauta que deve ser abordada, voltando os olhos para a importância da educação e desmitificação quanto a saúde mental.

Tornando o diagnóstico cada vez mais precoce, facilitando o tratamento e sua taxa de sucesso, bem como permitindo que as pessoas reividiquem a sua qualidade de vida, antes que o transtorno evolua para situações extremas.

E vale repetirmos, apesar do desafio enorme, o Transtorno Obsessivo Compulsivo é uma psicopatologia tratavel, com altas taxas de reabilitação do bem-estar, qualidade de vida e readaptação nas relações pessoais e profissionais.

Quem trata o TOC e como faz?

Agora que compreendemos os riscos envolvidos para quem não trata do TOC, a primeira coisa a saber, para que você procure ajuda ou para ajudar alguém com TOC é saber qual especialista trata o transtorno.

O psiquiatra e o psicólogo com a abordagem cognitivo-comportalmental, são os especialistas mais indicados para tratar TOC.

O psiquiatra irá optar pela intervenção medicamentosa, utilizando antidepressivos, com efeitos inibidores de recptação de serotonina.

Já o psicólogo, abordara as causas dos pensamentos obsessivos e comportamentos compulsivos, entendendo e ajudando o paciente a criar ferramentas para lidar com a frustração, angústia e medo.

Qual profissional procurar primeiro?

Não existe uma ordem certo, mas a forma mais efetiva de fazer o tratamento é a união de ambos os especialistas, cada um utilizando a sua metologia e aplicações quimicas e comportamentais.

No entanto, para casos mais graves, procurar o psiquiatra e iniciar o tratamento com medicamentos, no curto prazo pode surtir efeitos mais rápidos, no entanto, com o uso de medicamento é comum efeitos colaterais, mas ainda sim, é a abordagem mais recomendada no inicio.

Imagem ilustrativa de Psiquiatra e Psicólogo.
Psicólogo ou Psiquiatra qual profissional procurar?

Em segundo estágio, iniciar o acompanhamento com o psicólogo especialista em TOC, ajudará a realizar uma reeducação da forma como a pessoa encara as situações ao seu redor, principalmente se o tratamento for pautado na terapia cognitivo-comportal.

Quem em resumo, compreende cada caso individualmente, aprende como se desenvolve e quais são seus gatilhos, e propõe ferramentas ativas, de exposição aos agentes causadores, para que o paciente aprenda a lidar com a situação.

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Conclusão

O TOC é uma doença séria, afetando cerca de 1 a 2,5% da população mundial, mas que ainda é muito negligenciada, principalmente pela falta de informação. Ao notar qualquer sinal, procure ajuda, o diagnóstico precoce tende a colaborar com o tratamento.

Além disso, trata-se de uma psicopatologia cada vez mais comum nos dias de hoje, sendo assim, é preciso deixar o preconceito de lado e se ajudar ou ajudar outra pessoa.

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