Você sabe o que é sarampo? A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) concedeu ao Brasil em 2016 o certificado de eliminação da circulação desse vírus. No entanto, de acordo com o Ministério da Saúde, o país voltou enfrentar epidemias em Roraima e Amazonas, além de alguns casos confirmados em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Constatou-se que os casos identificados estão relacionados a importação, já que o genótipo viral identificado é idêntico ao que circula na Venezuela. Separamos algumas informações importantes para ajudá-lo na prevenção dessa doença que voltou a assolar o país. Continue conosco para conferir!

O que é sarampo?

Trata-se de uma doença infecciosa aguda, viral e grave, transmitida por tosse, espirro e até mesmo pela fala. Apesar de extremamente contagioso, o sarampo pode ser prevenido pela vacina.

Como identificar os sintomas?

Propagado por secreções mucosas de indivíduos infectados para outros não imunizados, o período de incubação do sarampo dura em média 10 dias, podendo variar entre 7 a 18. Os sintomas da doença são:

  • febre alta;
  • dores de cabeça;
  • tosse persistente com coriza;
  • irritação nos olhos;
  • manchas avermelhadas no corpo todo, surgindo primeiro no rosto;
  • manchas brancas na mucosa bucal;
  • erupções cutâneas.

Período de infecção

Neste período, ocorre surgimento da febre acompanhada de tosse, e irritação nos olhos. Do segundo ao quarto dia aparecem manchas vermelhas e o paciente apresenta as lesões cutâneas características iniciadas.

Período de remissão

Ocorre diminuição dos sintomas, com declínio da febre. As erupções cutâneas começam a escurecer e, em alguns casos, acontece a descamação.

Como é realizado o diagnóstico?

O sarampo ainda pode ocasionar otite, pneumonia, meningite e outras sequelas importantes. Em caso de suspeita, a criança ou o adulto deve ser afastado(a) de escolas e de lugares cheios, e procurar por uma unidade de atendimento médico o quanto antes.

O diagnóstico é feito por avaliação clínica de um médico durante a consulta associada a exames laboratoriais que detectam o anticorpo IgM no sangue, na fase aguda da doença.

Qual é o tratamento?

O sarampo não apresenta tratamento específico. Depois de diagnosticado, o médico fará recomendações que podem incluir a administração de vitamina A, como forma de reduzir a ocorrência de casos graves.

Em casos sem maiores complicações, recomenda-se hidratação, suporte nutricional, e manobras para aliviar os sintomas. Como em todos os casos, a automedicação é totalmente contraindicada.

Qual é a melhor maneira de prevenção?

A vacinação contra o sarampo é a única forma de prevenir a doença. As vacinas são disponibilizadas nas Unidades Básicas de Saúde para a imunização, além disso, clínicas particulares também contam com estoques.

De acordo com o PNI — Programa Nacional de Imunização — a primeira dose da tríplice viral (vacina responsável por prevenir sarampo, caxumba e rubéola) deve ser realizada a partir dos 12 meses de idade.

A SCR-V (tríplice viral combinada com a vacina que previne a varicela), deve ser aplicada aos 15 meses. Em adultos que não foram imunizados e crianças maiores, a vacinação deve ser realizada com intervalo de 1 a 2 meses entre as doses.

A contraindicação da vacina é para pessoas com suspeita da doença, crianças menores de 12 meses, imunodeprimidos, gestantes e pessoas que apresentaram algum efeito adverso ao receber uma dose anteriormente.

Diante dos casos novamente confirmados no país, as recomendações das autoridades são para que a população de 1 a 49 anos esteja imunizada. Tal vacinação não é obrigatória somente para os idosos, já que as chances de terem adquirido a doença ao longo da vida e criado anticorpos são maiores. Nos casos em que a pessoa não tenha carteira de vacina ou não se lembre se foi imunizada, a indicação é tomar a dose por garantia.

Tendo em vista a volta dos surtos, é importante seguir as recomendações do calendário de vacinação. Garanta saúde, segurança e qualidade de vida para sua família mantendo-a imunizada por meio da vacinação!

Quando se trata de saúde, é ainda mais importante nos informarmos corretamente. Notícias falsas podem criar pânico e nos levar a decisões erradas. Para continuar bem informado, veja aqui as fontes de informações confiáveis sobre saúde.

 


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