Mulher com ataque de pânico assoprando um saco para se acalmar.
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O que é um ataque de pânico? Como ele afeta a pessoa e qual a associação com a Síndrome do Pânico? Entende isso e mais!

Você sabe o que é um ataque de pânico? Como ele afeta as diversas esferas da vida do portador? Bom é sobre isso que vamos falar nesse post, bem como dar algumas dicas de como reconhecer a psicopatologia e buscar o tratamento adequado, continue lendo.

Quando falamos de um ataque de pânico, estamos nos referindo a um estado de ansiedade extrema que provoca sensações físicas intensas. Essas sensações são tão fortes que muitas pessoas que já vivenciaram tal situação as descrevem como uma sensação de morte iminente.  

Trata-se de uma questão psicológica, muitas vezes relacionada ao medo de ter medo, resultante de um desequilíbrio da ansiedade. Os ataques de pânico geralmente aparecem subitamente, acontecem sem causa aparente e desencadeiam uma série de sintomas avassaladores, que deixam marcas psíquicas.  

A pessoa que tem um ataque de pânico pode vivenciar um período breve de angústia, ansiedade ou medo extremos, muitas vezes acompanhado de sintomas físicos e emocionais. Esse fenômeno é comum e poucas pessoas podem se recuperar dos ataques de pânico sem precisar recorrer ao tratamento. É preciso atenção e cuidado para que o problema não evolua para uma Síndrome do Pânico

Qual a relação com a Síndrome do Pânico? 

Quando uma pessoa passa a ter ataques de pânico recorrentes, o diagnóstico de Síndrome do Pânico pode ser uma possibilidade avaliada pelo profissional de saúde mental responsável. 

O transtorno da Síndrome do Pânico atinge cerca de 280 milhões de pessoas em todo o mundo, e no Brasil incide entre 4 a 6 milhões de pessoas, segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Ainda segundo a OMS, o Brasil é o país com o maior número de pessoas ansiosas no mundo: são 18,6 milhões de brasileiros que sofrem com isso, o equivalente a 9,3% da população. Fazem parte do espectro dos transtornos de ansiedade: fobias, transtorno obsessivo compulsivo (popularmente conhecido como TOC) e ataques de pânico. 

No quadro da Síndrome do Pânico, pode haver uma preocupação excessiva com a ocorrência de ataques futuros, dado o impacto sofrido pela pessoa que sofre com essa situação. Isso pode levar até mesmo a mudanças no comportamento, com o objetivo de evitar situações que poderiam desencadear um ataque. Por exemplo: uma pessoa que tem medo de altura e enxerga isso como um potencial causador dos seus ataques de pânico, pode deixar de acessar lugares altos, crendo que isso será o suficiente para evitar futuros ataques. 

No exemplo citado, observamos que alguns ataques de pânico podem ocorrer como resposta a uma situação específica, mas nem sempre é assim. Algumas crises podem ocorrer sem um fator desencadeante aparente.

Mulher jovem escondendo o rosto com medo durante crise de pânico.
A crise de pânico pode ocorrer por um fato isolado ou sem causa aparente.

A ocorrência de ataques de pânico é comum em diversos tipos de fobias ou transtornos ligados à ansiedade. Sendo assim, não necessariamente compõem um diagnóstico de transtorno ou síndrome do pânico – essa é apenas uma das possibilidades que incluem essa condição. Os ataques de pânico também podem ocorrer em pessoas com outros transtornos psiquiátricos, como depressão, por exemplo.

O principal fator que ajudará a distinguir esses diagnósticos é a forma que esses ataques têm início: se há uma exposição direta a situações de medo e perigo, se são sucedidos por ações e pensamentos que visam evitar novas crises de pânico, e assim por diante.  

Assim como a Síndrome do Pânico, as demais condições citadas acima também podem ser tratadas por meio de terapia e/ou medicação prescrita por um psiquiatra.

O avanço da Covid-19 e o aumento de ataques de pânico 

Diversos profissionais da área da saúde atentam para o aumento das crises de pânico em função da pandemia mundial causada pelo coronavírus

Desde o início da pandemia, em 2019, o número de pessoas com crises de ansiedade e ataques de pânico cresceu muito. Pessoas que já tinham problemas de ansiedade viram sua condição ser potencializada pelo medo de se contaminar ou de contaminar as pessoas ao seu redor, e pessoas que até então não tinham identificado qualquer problema do tipo passaram a ter medo e ansiedade diante dessa situação sem igual.

Mulher com mascara cirúrgica com feição de medo.
A pandemia de COVID-19 contribuiu para o aumento expressivo de casos de ataque de pânico.

Como se sabe, o medo também pode ser altamente contagioso. Com a pandemia, a disseminação de fake news também aumentou muito. É preciso ter cuidado com as informações que chegam até nós. O ideal é buscar fontes confiáveis que forneçam dados que de fato contribuam com a prevenção contra o vírus. 

O que pode causar um ataque de pânico? 

Os ataques de pânico são réplicas do primeiro ataque, no qual o medo sentido é tão intenso que a pessoa passa a ter medo de senti-lo novamente. Esse primeiro episódio de pânico pode acontecer em qualquer circunstância, esteja a pessoa dormindo, conduzindo um veículo, andando na rua, ou em outras situações. 

O episódio de pânico pode acontecer sob diversas circunstâncias aparentemente normais, que nem sempre representam uma ameaça real àquela pessoa. Ainda assim, o contexto pode potencializar o ataque, vindo posteriormente a condicionar a vida da pessoa, que a todo custo procura evitar vivenciar novamente aquele cenário. 

Ilustração situações de hesitação.
Após uma crise de pânico a pessoa tende a hesitar ações, lugares e situações.

Eventos traumáticos são comumente associados às circunstâncias, ainda que isso aconteça de maneira inconsciente. Isso explica porque muitas pessoas que já vivenciaram um ataque de pânico associam o episódio a um gatilho específico, como um lugar ou acontecimento, por exemplo. 

Quais são os sintomas do ataque de pânico?  

Ainda que prever as causas de um ataque de pânico seja muito difícil, como vimos anteriormente, há alguns sintomas que podem auxiliar na identificação desse problema, facilitando o seu diagnóstico e tratamento. 

Alguns sintomas muito comuns são dores na região torácica, sensação de engasgo, tontura, náuseas, diarreia e falta de ar. Tremores, transpiração, calafrios e sensação de formigamento também são alguns sintomas que podem ser observados. 

Em alguns casos, pode ocorrer aumento da frequência cardíaca e sensação de aperto no peito, por isso muitas vezes pode ser confundido com um problema de origem cardiovascular, como um infarto, por exemplo.

Qual o tratamento para o ataque de pânico?

Uma vez identificado o ataque de pânico, o psiquiatra pode optar por prosseguir com um tratamento, muitas vezes recorrendo à farmacologia, ou seja, o uso de medicamentos para aliviar os sintomas.

No entanto, é importante atentar que esse recurso irá auxiliar para abrandar a forma como o ataque de pânico se manifesta, não agindo de fato na raiz do problema. Além disso, pode causar dependência e efeitos colaterais.

Ilustração de tratamento terapêutico e com medicamentos.
A psicoterapia e Farmacológicos são fundamentais para a remissão do paciente com Síndrome do Pânico.

Para tratar a origem dessa condição, o tratamento mais indicado é a psicoterapia. Dessa forma, trabalha-se a causa dos ataques de pânico, compreendendo como eles surgiram e porque acontecem. Aliar as duas formas de tratamento pode ser a saída mais apropriada em muitos casos. 

Não hesite em buscar ajuda profissional! 

Se você sofre ou já sofreu com alguns dos sintomas mencionados neste artigo, considere procurar um psicólogo ou psiquiatra. Sua saúde mental é tão importante quanto a sua saúde física.

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