Homem sentado com as mãos juntos.
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Quais são as três fases da depressão? Como elas impactam a vida da pessoa? Descubra tudo sobre esse assunto!

Você já se perguntou quais são as fases da depressão? Nem sempre são lineares, mas todas possuem seu grau de seriedade e neste post, entenderemos como são as fases, suas peculiaridades e qual tratamento é implementado em cada momento, confira.

A depressão é uma doença que, embora seja de extrema gravidade, pode ser muito fácil de ser negligenciada.

Isso acontece porque é um hábito muito comum além de pouco saudável que as pessoas escondam seus sentimentos por medo de serem vistas como fracas, ou mesmo julgadas pelo que realmente existem em seu interior. 

Essa sede de atingir um limiar imposto pela sociedade, onde nem tudo ou todos são aceitos da maneira como são verdadeiramente, tem tornado a sociedade cada vez mais doente, mentalmente falando. 

A principal característica dessa doença é a perda de interesse pelas situações cotidianas, por mais que antes da pessoa adoecer fossem tarefas prazerosas ou mesmo parte de seus afazeres diários. 

A tendência da piora faz com que cada vez mais a pessoa perca a sua capacidade de levar a sua vida de forma normal e ocasionando em situações cada vez mais excludentes de uma vida normal e suas relações, tanto sociais quanto profissionais. 

Mulher jovem sentada triste.
A depressão costuma ser uma patologia altamente incapacitante, tanto na esfera pessoal quanto profissional.

Esse é um transtorno psiquiátrico que afeta pessoas de todas as idades e qualquer gênero ou etnia.

No entanto, ela é bem mais comum entre as mulheres por uma série de fatores, que vão desde sua rotina conturbada, que muitas vezes as obrigam a ter até três turnos de trabalho sem que haja muito tempo para descanso, lazer ou mesmo pensar nela própria.

Além disso, como a depressão é também o resultado de certas disfunções químicas no corpo, o fato da mulher precisar passar por situações como a gravidez e menopausa aumentam ainda mais as chances de que ela desenvolva um quadro depressivo

Dentre as substâncias químicas que se desequilibram em nosso organismo quando passamos por uma depressão, temos a falta da serotonina que é um neurotransmissor responsável por proporcionar as nossas sensações de bem-estar.

Ele também controla a dor, ou então o excesso de cortisol, hormônio da raiva e do estresse, no sangue que pode ocasionar entre muitas coisas o entupimento das veias e problemas no coração. 

Ilustração cérebro humano.
Desequilíbrios químicos ligados aos neurotransmissores relacionados ao bem-estar e estresse podem provocar a depressão.

Já não é novidade que a depressão vai muito além dos sentimentos negativos e da tristeza profunda, afinal de contas, muitas pessoas depressivas alegam os mais diversos tipos de sintomas físicos, mas que quando procuram ajuda médica e realizam exames clínicos, não consta nenhuma condição física que esteja provocando esses sintomas físicos.

Isso acontece porque doenças de desarranjo mental e emocional são também psicossomáticas, ou seja, afetam além da mente outros órgãos também, o que pode ocasionar episódios de dor.

Além da dor, a depressão pode ser a causa ainda de outras que aparentemente não teriam nenhuma relação com ela.

Doenças como:

  • Cardiovasculares, como foi falado anteriormente;
  • Osteoarticulares;
  • Diabetes;
  • e Problemas com a tireoide devido o desequilíbrio hormonal;

Além disso, a depressão pode ser a causa de fatores mais particulares que podem afetar as pessoas de acordo com suas experiências de vida, hábitos diários e personalidade. 

Por que adoecemos da depressão?

Em todo o mundo são cerca de mais de trezentos milhões de pessoas diagnosticadas com essa doença. Sendo que desse, só no Brasil já temos cerca de dezoito milhões de pessoas diagnosticadas. 

Estudos apontam que em todo mundo, existem mais de vinte milhões de pessoas que ainda não tiveram nem mesmo algum tipo de diagnóstico, mas que sofrem de algum distúrbio relacionado à mente e ao comportamento. 

Quais são os motivos que desencadeiam a depressão?

As causas da depressão podem variar desde os mais simples aos mais complexos, que vão desde fatores internos e externos, dentre os mais conhecidos fatores para a depressão temos os seguintes listados: 

Hereditariedade – as chances de alguém que tenha um parente próximo diagnosticado com depressão ou qualquer outra doença psicossomática. 

Doenças preexistentes de relação mental – Doenças como bipolaridade, ansiedade, e outros transtornos podem ser uma das causas para o desenvolvimento da depressão. 

Situações estressantes recorrentes – uma pessoa que não consegue se esquivar de uma rotina estressante, tem uma forte predisposição para depressão.

Ansiedade – Assim como o estresse, a ansiedade é também uma doença relacionada com a depressão;

Obesidade – Pessoas acima do peso podem desenvolver distúrbios emocionais, podem ocorrer devido sua má relação com a comida ou com sua auto estima, além de causar também doenças físicas que também podem levar a depressão; 

Sedentarismo e má alimentação – a falta de exercícios, assim como a ingestão de alimentos prejudiciais para a sua saúde, podem ser fator relevante no desenvolvimento da depressão;

Vícios – Utilizar qualquer tipo de substância ilícita, ou abusar de álcool e do tabagismo, são condições facilitadoras para qualquer tipo de doença, inclusive a depressão. 

Abuso de internet e redes sociais – Quando uma pessoa passa muito tempo em suas redes sociais, algumas coisas podem ser indicadas, como a falta de relações sociais verdadeiras, por exemplo, isso pode ser um indicativo de solidão ou uma baixa auto estima. 

Traumas físicos ou psicológicos –  Podem ser acidentes graves que tenham provocado fortes lesões que demoram para ser curadas, ou então impactos psicológicos negativo como a perda de pessoas queridas ou de um emprego;

Batidas fortes na cabeça – lesões cranianas podem provocar distúrbios, inclusive a depressão;

Problemas cardíacos – Como já foi dito, certas substâncias liberadas no corpo quando passamos por sentimento negativos, podem ocasionar um bloqueio das veias e artérias, provocando um esforço maior do coração; 

Observar as causas que podem acarretar em um quadro depressivo, assim como os principais sintomas gerados por esse quadro, são de fundamental importância para quem precisa entender pelo que pode estar passando ou mesmo para quem queira auxiliar algum conhecido que possa estar sofrendo desse problema.

Além dessas causas, alguns sintomas podem indicar também um possível quadro depressivo, assim como a necessidade de buscar ajuda. Sintomas como: 

  • Cansaço;
  • Fadiga;
  • Irritação extrema;
  • Angústia, tristeza profunda;
  • Crises de ansiedade;
  • Auto estima baixa;
  • Distúrbios do sono;
  • Falta de interesse por atividades prazerosas;
  • Negativismo, pensamentos pessimistas;
  • Desejo de morte;
  • Compulsividade;
  • Problemas para se concentrar;
  • Perda de libido;
  • Impotência diante de tarefas, por mais simples que sejam.

Embora a depressão seja de natureza recorrente, o que significa que ela pode sumir e voltar em qualquer etapa da vida, ainda assim quando o paciente busca ajuda médica e segue o tratamento corretamente ele pode se recuperar. 

As chances de que a doença volte após a melhora giram em torno de 50%, e para cada vez que ela voltar essas chances podem aumentar gradativamente, o que pode fazer com que o paciente necessite de acompanhamento por bastante tempo para que além do retorno do quadro, ele não evolua para fases mais graves. 

As fases da depressão 

De acordo com o manual de classificação dos transtornos mentais, um quadro depressivo pode tipificado em até três fases: 

Fase leve – Ocorrem poucos sintomas e também menos graves. A sua intensidade pode até causar incômodos e uma sensação bem forte de tristeza, mas não chega a ser incapacitante. O tratamento da depressão nessa fase pode ser feito a base de acompanhamento médico e psicoterapia, sem a necessidade de uma intervenção medicamentosa. 

Fase moderada – Essa é uma fase intermediária, onde há sintomas tanto da fase anterior quanto da fase seguinte.

A intensidade dos sintomas são também mais fortes do que na fase leve e podem necessitar de medidas mais incisivas no tratamento, como a inserção de remédios e outros tipos de terapia. 

Fase grave – São muito mais sintomas do que nas fases anteriores, assim como a intensidade deles. A pessoa que se encontra nesta fase, necessita muitas vezes de uma acompanhamento mais de perto, assim como um tratamento combinado entre psiquiatria e psicologia.

Provavelmente se faz necessária a combinação de mais de um tipo de remédio e também mais de um tipo de terapia.

Profissional de saúde mental realizando atendimento com paciente.
Menina passando por acompanhamento psicológico.

O paciente que chega a essa fase da depressão, já se encontra incapaz de manter uma rotina e já estará provavelmente afastado do trabalho e de seu convívio social, corre-se o risco de tentativa de suicídio, nesta fase final da depressão. 

Fases do tratamento da depressão

O tratamento da depressão também pode ocorrer em fases distintas, realizados pelo médico psiquiatra, psicólogos e terapeutas: 

Fase aguda – Dura cerca de duas a seis semanas e tem o objetivo de diminuir sintomas e promover a retomada das relações sociais.

Fase da continuação – Essa dura em torno de quatro a nove meses e trabalha prevenindo recaídas assim como realiza a manutenção das relações psicossociais. 

Fase da manutenção – Tem duração indefinida e tem o objetivo de prevenir recaídas.

Agora que você sabe das fases da depressão, fique atento aos sintomas da depressão, seja em você ou em conhecidos, esta é uma doença séria e precisa ser tratada quanto antes.

Você reconhece os sintomas da depressão em você ou em alguém? No BoaConsulta você encontra os melhores Psicólogos e Médicos psiquiatras especialistas em depressão, agende sua consulta online e seja atendido por videochamada ou presencialmente.

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2 Comments

  1. Maria Aparecida Corrêa De Almeida Medina disse:

    Tenho parente próximo e me sinto incapacitada para ajudar.
    Foi muito esclarecedor.

  2. Equipe Boa Consulta disse:

    Olá Maria.

    Realmente é uma fase desafiadora para a pessoa e seus entes queridos, mas com apoio profissional e da família, é totalmente possível reestabelecer o equilíbrio.

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