Ilustração dualidade entre ansiedade e depressão.
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Qual a diferença entre ansiedade e depressão? Quando uma patologia pode interferir na outra? Descubra isso e muito mais!

Ansiedade e depressão são patologias psíquicas que costumam ocorrer juntas, muitas vezes uma em função do aparecimento da outra, ofuscando o real problema enfrentado pela pessoa, mas qual a diferença entre ansiedade e depressão? Como diferenciar e realizar o tratamento adequado, continue lendo.

Hoje em dia as pessoas têm passado pelos mais diversos tipos de problemas de saúde e os principais são aqueles que atacam a saúde mental.

Diante de tantas mudanças e uma sociedade onde os relacionamentos se baseiam na plasticidade do momento e das relações interpessoais fugazes, fica mesmo difícil passar ilesos diante de tantos problemas. 

Essa necessidade de aprovação social para tudo o que se faz, fala ou pensa e com tantos padrões impossíveis de atingir para a maioria das pessoas, não é de se admirar que os sentimentos estejam em frangalhos.

Não é de se espantar que cada vez mais pessoas vêm sendo consideradas perturbadas e desesperadas por atenção ou mesmo por ajuda. 

Essa efemeridade das relações sociais, acrescida ao momento atual e tantos problemas que nós brasileiros temos vivido, pode ocasionar os mais diversos tipos de distúrbios, sejam eles psíquicos ou físicos, ou uma combinação deles. 

Dentre os principais distúrbios que afetam a saúde mental das pessoas em todo o mundo, temos a ansiedade e a depressão, ambas são enfermidades que andam juntas na grande maioria dos casos, mas é preciso estar bastante atento aos sintomas, pois embora aconteçam em conjunto para muitas pessoas, elas são doenças diferentes e podem portanto necessitar de um tratamento também diferenciado. 

A depressão 

Em todo o mundo, milhares de pessoas sofrem dessa enfermidade. Não é à toa que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), essa doença vem sendo considerada o mal do século XXI. 

Cada vez mais pessoas têm sofrido com ela, isso pode ser de forma direta estando a pessoa enfrentando a doença, ou mesmo indiretamente quando é preciso auxiliar um ente querido que esteja passando por esse momento complicado. 

Cerca de mais de trezentos milhões de pessoas em todo o mundo são diagnosticadas nesse quadro, e de todos os países das Américas, nós brasileiros, estamos em segundo lugar em um ranking, onde só perdemos para os Estados Unidos, com uma média de dezoito milhões de pessoas que sofrem de depressão. 

Mulher sentada na cama com possível quadro de depressão.
A depressão afeta milhões de pessoas ao redor do mundo.

Muitas pessoas passam por momentos de tristeza durante a vida, são fatores que fazem parte do simples ato de viver, no entanto quando um momento de tristeza persiste por mais tempo do que o normal, é preciso prestar atenção a outros sintomas, pois podem indicar um quadro depressivo. 

Uma das características mais marcantes dessa condição é a duração da tristeza, normalmente se o sentimento persistir por mais de duas semanas, pode ser considerado um possível quadro depressivo. 

Além disso, outro fator a ser levado em consideração é a intensidade do sentimento. Quando uma pessoa está triste, ainda assim ela tem a capacidade de realizar suas tarefas rotineiras.

Trabalho, estudos, relacionamentos, a tristeza pode ser forte, mas não faz a pessoa parar de viver.

Quando ocorre a depressão acima de certo nível de intensidade, essas tarefas de rotina se tornam cada vez mais complicadas e, se atingir um nível de severidade muito profundo, a pessoa simplesmente não tem mais vontade de realizar nada do que fazia parte de sua vida normal.

Em alguns casos, principalmente com a falta do devido tratamento, uma pessoa depressiva pode até chegar ao ápice da doença com o desejo de acabar com tudo e se suicidar. 

Mulher jovem sentada na cama e com as mãos no rosto.
Mulher com dificuldade de realizar tarefas básicas devido ao agravamento da depressão.

As causas da depressão podem ser as mais variadas possíveis. Elas podem ser causadas devido herança genética, ou doenças pré-existentes que tenham alguma correlação com a depressão. 

Fatores externos também podem ser um forte indicativo para o desenvolvimento desse quadro. Esses fatores podem variar desde a perda de um emprego até a morte de uma pessoa amada.

Os gatilhos que podem ocasionar no início de uma depressão podem variar entre uma pessoa e outra. Isso acontece porque algumas pessoas são mais sensíveis que outras. 

Certos casos de depressão podem até acontecer sem um motivo aparente ou mesmo devido outras doenças que tornam a vida do paciente difícil de ser encarada. Pessoas com depressão, perdem lentamente a vontade de viver e deixam de querer fazer coisas que antes lhe davam prazer. 

Divisões da depressão

A depressão divide-se em três fases: leve, moderada e severa ou grave. Normalmente, o desenvolvimento inicia com sintomas mais leves, mas que não devem ser menosprezados. Quando tratada desde o início, a depressão leva menos tempo para ser curada e com pouca intervenção medicamentosa. 

Já as etapas intermediária e severa precisam de um tratamento mais profundo, com acompanhamento psiquiátrico, psicológico e tratamento com antidepressivos e terapias, como as que realizam estímulos cerebrais e psicoterapia. 

Homem deitado com profissional de saúde mental ao fundo.
Homem realizando terapia para combater a depressão e seu agravamento.

É de extrema importância buscar ajuda médica e evitar que o quadro se agrave. Alguns sintomas podem ser o indicativo de que está na hora de pedir ajuda.

Sintomas preocupantes da depressão: 

  • Desinteresse em atividades que antes eram prazerosas;
  • Perda ou ganho de peso sem alterações na dieta;
  • Problemas em relação ao sono, podendo fazer com que durma mais ou menos do que o normal;
  • Irritabilidade;
  • Problemas de concentração;
  • Pensamentos negativos;
  • Sentimentos de culpa;
  • Entre outros.

A ansiedade 

Essa condição é um aglomerado de sentimentos que podem alardear o corpo de que algo está errado ou precisa ser analisado com mais atenção.

A ansiedade é, na verdade, uma sensação normal do nosso organismo, é ela que nos mantém alerta quanto a certos acontecimentos da nossa vida. 

Ficamos ansiosos quando precisamos passar por uma situação nova e, diferente do que estamos acostumados em nosso dia a dia, como por exemplo, em um dia de prova, entrevista de emprego, uma viagem há muito planejada, quando vamos conhecer alguém.

São muitas as situações que podem ocasionar em ansiedade, e isso é normal, não apenas normal, mas necessário, pois nos mantém alerta e podemos nos preparar devidamente para cada uma dessas novidades.

Mulher jovem ansiosa com a mão na boca.
Mulher sentindo-se ansiosa antes de um evento.

O problema é quando esses sentimentos chegam a um grau desproporcional, e pequenas coisas do nosso dia desencadeiam, de forma exacerbada, uma crise de ansiedade. 

É muito comum sentir as mãos suando e o coração batendo forte antes de conhecer alguém do Tinder pessoalmente. Agora, se sentir essa mesma sensação por ter que ir ao mercado antes de um compromisso para o qual você está vinte minutos adiantado, é melhor ligar o botão de alerta. 

No primeiro exemplo, você está prestes a passar por uma situação nova, é absolutamente normal sentir ansiedade quando pisa em um terreno desconhecido.

Nesse caso, a ansiedade funciona como a adrenalina em situações de perigo. Ela te mantém alerta para você ter o controle da situação e pense em tudo o que precisa com certa antecedência. 

No segundo exemplo, a pessoa está antecipando uma situação que as chances de acontecer são mínimas, ela está com medo de se atrasar mesmo sabendo que está adiantada. 

A ansiedade é um transtorno mental
A ansiedade em situações simples do dia a dia deve ser observar com cautela e se for constante, buscar auxílio profissional.

E quando esse tipo de situação passa a acontecer na vida de alguém, é preciso tomar cuidado, pois embora a ansiedade seja algo natural, quando acontece de forma exagerada e durante situações que deveriam ser corriqueiras em nosso dia a dia, pode ser que ela esteja se tornando uma patologia. 

Sintomas de uma crise de ansiedade 

Quando descontrolada, a ansiedade pode ocasionar em sintomas físicos e psíquicos. E costumam atrapalhar e muito a vida social e profissional de quem sofre dessa condição. Alguns sintomas bem comuns de uma crise de ansiedade são: 

  • Coração acelerado;
  • Falta de ar;
  • Sensação de falha, a pessoa com ansiedade perde a concentração pois só consegue pensar que não vai dar certo, não vai dar tempo, entre outros;
  • Boca seca;
  • Suor frio;
  • Angústia;
  • Medo;
  • Irritabilidade;
  • Inquietude;
  • Entre outros;

Algumas pessoas passam por ataques de ansiedade tão fortes que chegam a pensar que estão morrendo. Pode parecer um ataque cardíaco. Essa não é uma condição simples, aos primeiros sinais de estar sofrendo desse problema é necessário a busca de ajuda de um profissional da área.

O tratamento para ansiedade é bem parecido com o tratamento da depressão. Ocorre o acompanhamento do psicólogo e, dependendo da situação do paciente, pode haver intervenção medicamentosa com ansiolíticos. 

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A ansiedade pode acontecer de formas diferentes, dependendo da pessoa e de suas pré condições. Os cinco tipos conhecidos são: 

  • Transtorno de ansiedade generalizada;
  • Transtorno do Pânico;
  • Fobia social;
  • Transtorno obsessivo compulsivo;
  • Transtorno de estresse pós-traumático.

As causas para a ansiedade deixar de ser benéfica e tomar conta, de forma prejudicial, à saúde, ainda não são muito bem definidas. O que se sabe até então é que uma das principais causas é a hereditariedade, então as chances de desenvolver esse quadro são maiores caso tenha alguém na família que sofra desse mal. 

Além disso, outros também podem ser facilitadores para essa condição: 

  • Certos traços de personalidade podem ser característicos de pessoas com mais facilidade para sofrer de ansiedade, como pessoas com auto estima baixa, por exemplo;
  • Alguns especialistas dizem que o gênero também pode ser uma das causas, o que significa que essa condição é muito mais comum entre as mulheres;
  • O ambiente em que se vive também pode causar crises de ansiedade, caso seja estressante ou mesmo insalubre
  • Eventos traumáticos podem também ser um fator causal para essa condição.

E qual a relação da depressão com a ansiedade? 

Embora sejam condições diferenciadas, depressão e ansiedade podem sim coexistir em um mesmo diagnóstico. Tanto a depressão pode causar ansiedade, como o contrário também pode ocorrer. 

Uma pessoa depressiva que se encontra em uma situação na qual ela não consegue seguir com a sua vida, ela sabe que precisa, mas não consegue, acarreta em situação que pode ocasionar em uma crise de ansiedade. 

Ilustração coexistência depressão.
A depressão e ansiedade podem existir juntas e em muitos casos uma ocasionar a outra.

Já uma pessoa que sofra constantemente de ansiedade, que passe o dia inteiro preocupada por achar que não vai dar conta de suas tarefas pode desenvolver sentimentos de inferioridade, por se imaginar incapaz e incompetente em relação a outras pessoas. Esses sentimentos pessimistas podem desencadear um quadro depressivo. 

A linha que diferencia uma patologia da outra é muito tênue, por isso, se faz necessária a procura de ajuda médica mediante sintomas e condições preexistentes comentadas nesse artigo. 

Você reconhece os sintomas da depressão em você ou em alguém? No BoaConsulta você encontra os melhores Psicólogos e Médicos psiquiatras especialistas em depressão, agende sua consulta online e seja atendido por videochamada ou presencialmente.

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2 Comments

  1. Texto sucinto, porém bastante explicativo. Parabéns!

  2. Equipe Boa Consulta disse:

    Olá! Como vai Nair.
    Muito obrigado por seu feedback, ficamos muito felizes em ajudar.

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