Mulher sentada com feição triste.
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Qual é a causa da síndrome do pânico? Como identificar a patologia e tratar? Entenda mais sobre esse assunto aqui!

Você já se perguntou qual é a causa da síndrome do pânico? Como este sentimento aterrorizante surge, seus sintomas mais comuns e principalmente como lidar e tratar a síndrome do pânico? Bom é sobre isso que iremos falar neste post, continue lendo.

A Síndrome do Pânico atinge atualmente cerca de 4 a 6 milhões de brasileiros. Trata-se de um transtorno de ansiedade, caracterizado por crises intensas e recorrentes de pânico, com duração de 15 a 30 minutos, em média. 

E apesar de ser uma psicopatologia tratável e com altas porcentagens de remissão, estamos falando de uma situação séria, capaz de provocar diversos danos a vida pessoal e profissional do indivíduo, sendo assim, entender mais sobre o assunto é fundamental.

No post a seguir, iremos abordar qual é a causa da síndrome do pânico, os seus principais sintomas e como estes afetam a vida da pessoa e podem evoluir para situações mais graves e claro realizaremos um direcionamento, para você procurar ajuda ou poder ajudar outra pessoa.

Causas da síndrome do pânico

As crises de pânico geralmente acontecem subitamente, sem qualquer indício ou causa aparente. Seus sintomas são intensos e incluem uma sensação que muitas pessoas descrevem como tendo a impressão de que vão morrer. 

Essa sensação é tão real que as pessoas que a experienciam, ficam aterrorizadas com a ideia de voltar a vivenciá-la. Por isso, a expressão “medo de ter medo” é comumente citada para ilustrar o que acontece durante um ataque de pânico.

No entanto, o que leva uma pessoa a ter esse tipo de crise ainda não está claro para a medicina. As causas da síndrome do pânico são um mistério: ela pode acontecer em decorrência de uma experiência traumática, como resultado de outros problemas relacionados à saúde mental, ou, ainda, não ter qualquer relação com os fatores citados. 

Os ataques de pânico são geralmente um tipo de replicação da primeira crise, que pode acontecer diante de uma situação traumática, na qual geralmente a pessoa sente que não tem qualquer controle sobre o contexto em questão.

Mulher jovem escondendo o rosto com medo durante crise de pânico.
A crise de pânico pode ocorrer por um fato isolado ou sem causa aparente.

É comum que a situação em que essa primeira crise ocorreu acabe sendo associada como um fator determinante para o episódio. Isso pode levar as pessoas com síndrome do pânico a pararem de dirigir, ou de viajar, de frequentar lugares muito movimentados ou ambientes fechados, etc., com receio de que isso ocasione uma nova crise. Essa mudança de comportamento é um indicativo importante ao qual se deve atentar, pois pode ser determinante no diagnóstico da síndrome do pânico.  

Esses episódios talvez aconteçam em circunstâncias aparentemente normais e cotidianas, que muitas vezes nem mesmo representam uma ameaça. No entanto, a sensação de falta de controle que a pessoa sente diante do contexto a faz enxergar um perigo onde normalmente não tem. 

Há outros fatores que podem contribuir com a ocorrência de uma crise de pânico e sua reincidência, como um estilo de vida estressante, uma rotina muito agitada, abuso de bebidas alcoólicas, tabagismo, uso de drogas e demais substâncias estimulantes (como a cafeína, por exemplo).

Assim como acontece no caso de diversas outras doenças, para evitar a síndrome do pânico também é indicado levar uma vida com hábitos saudáveis, com sono regulado, prática de exercícios físicos, alimentação balanceada, consumo equilibrado de cafeína e bebidas alcoólicas. Essa estabilidade tende a contribuir com a qualidade de vida e com o equilíbrio da saúde mental.

A seguir, você entenderá melhor como a crise de pânico acontece e de que maneira os fatores acima mencionados podem influenciar na sua ocorrência.

O que acontece em um ataque de pânico? 

Para entender melhor o que acontece durante um ataque de pânico, precisamos falar um pouco sobre anatomia e funções do sistema nervoso. 

O Sistema Nervoso Central (SNC) é uma das partes que compõem o sistema nervoso, e atua como um centro integrador, processando as informações dos impulsos recebidos e controlando as emoções e reações a elas.

Decisões são tomadas e ordens são geradas e enviadas nesta região, como, por exemplo, a liberação da adrenalina quando esta se faz necessária. Ou seja, quando o organismo entende que está diante de algum perigo e é preciso reagir diante dele, seja lutando ou fugindo. Esse é um mecanismo de defesa comum do corpo.  

O ataque de pânico, muitas vezes, pode ser medo intenso sem explicação.

Quando há um desequilíbrio nesse ponto, a liberação da adrenalina pode acontecer sem que o organismo de fato esteja em um contexto que lhe ofereça algum tipo de risco. Isso explica porque um dos fenômenos ocorridos durante um ataque de pânico é o medo intenso e forte mal estar, mesmo sem qualquer causa que explique essa reação.

Para entender melhor as consequências desse fenômeno cerebral, aprenda a seguir sobre mais alguns sintomas que se manifestam durante uma crise de pânico. 

Conheça os sintomas da síndrome do pânico

Os sintomas sentidos em um episódio de pânico podem ser variados. É importante conhecê-los e ficar atento a eles para ser capaz de descrevê-los ao médico, se esse for o caso. 

Dores e sensação de pressão na região torácica, aumento da frequência cardíaca, falta de ar, tontura, náuseas, tremores, transpiração, calafrios e formigamento são os sintomas mais comumente relatados. 

O que é indicado fazer ao se identificar com esses sinais? Confira abaixo.  

Acho que tenho síndrome do pânico. O que devo fazer?

Se os sintomas mencionados te parecem familiares e as crises acontecem com alguma frequência, é possível que você tenha desenvolvido síndrome do pânico. 

Mas é preciso tomar cuidado para não se precipitar e se autodiagnosticar. O mais indicado nesses casos é procurar um médico psiquiatra, ele é o profissional mais capacitado para compreender e tratar os transtornos relacionados à saúde mental. 

A abordagem adequada pode ajudar a controlar as suas crises, devolvendo qualidade de vida ao paciente e, eventualmente, levar a sua cura. Seu tratamento pode levar meses ou anos, a depender da evolução do distúrbio. Por isso, quanto antes você conseguir acompanhamento profissional para iniciar um tratamento, mais resultados pode obter para que o transtorno não evolua.

Psiquiatras geralmente aliam a prescrição de medicamentos e a psicoterapia para tratar a síndrome do pânico. Cada um desses métodos desempenha um papel fundamental no enfrentamento contra esse distúrbio. 

Ilustração de tratamento terapêutico e com medicamentos.
A psicoterapia e Farmacológicos são fundamentais para a remissão do paciente com Síndrome do Pânico.

Enquanto os medicamentos ajudam o paciente a sentir-se melhor através da sua atuação direta sobre o Sistema Nervoso Central, a psicoterapia o auxilia a resgatar sua autoconfiança, preparando-o para lidar melhor com as crises, criando a consciência de que, por piores que pareçam, são passageiras. Ter isso em mente pode trazer certo senso de realidade ao paciente, acalmando-o durante os episódios de pânico. 

Por essas razões, procurar um psiquiatra nesses casos é fundamental. Esse profissional vai te ajudar a entender a síndrome do pânico, proporcionando os métodos necessários e mais adequados para enfrentá-la da forma mais saudável possível.

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