Médico conversando com paciente de síndrome do pânico.

Qual o médico que cuida de Síndrome do Pânico? Como o tratamento é realizado? Descubra isso e mais!

Transtorno decorrido em consequência de altos níveis de ansiedade, a síndrome do pânico atinge atualmente cerca de 4% da população brasileira, segundo estimativas da Academia Paulista de Psicologia. Ainda que esse número seja considerado alarmante, o problema tem tratamento e a cura pode ser alcançada quando feito o acompanhamento profissional adequado.

A partir do momento em que se desconfia estar com síndrome do pânico, uma série de questionamentos podem surgir, entre eles a dúvida quanto ao profissional a ser consultado. Afinal de contas, qual o médico que cuida da síndrome do pânico? Continue a leitura para saber mais. 

Qual profissional procurar em caso de síndrome do pânico?

O tratamento comumente adotado contra a síndrome do pânico alia a psicoterapia e a medicação, portanto, envolve o trabalho de dois profissionais: o psicólogo, que foca na melhora da saúde emocional, com o objetivo de evitar novos episódios, e o psiquiatra, médico especializado no diagnóstico e tratamento de transtornos psiquiátricos. 

Muitas vezes o primeiro profissional a ser consultado em quadros de origem emocional ou psicológica é o próprio psicólogo. Havendo a necessidade de medicação, o profissional encaminha o paciente para um psiquiatra, de maneira a combinar às duas linhas de tratamento, que se complementam entre si e se mostram muito eficazes.

Ilustração de tratamento terapêutico e com medicamentos.
A psicoterapia e Farmacológicos são fundamentais para a remissão do paciente com Síndrome do Pânico.

É importante entender o papel de cada um desses profissionais dentro do recurso terapêutico contra a síndrome do pânico, já que ambos exercem uma função fundamental para a melhora do paciente. 

O psicólogo foca seu acompanhamento na observação e trabalho sobre as causas emocionais ou fatores agravantes da doença, explorando as questões inconscientes que estão ligadas aos sintomas. Sendo assim, busca a raiz do problema, rastreando os aspectos que possam servir como estressores. 

Cabe ao psiquiatra a avaliação da necessidade de medicação para aliviar os efeitos da síndrome do pânico, identificando qual fármaco se encaixa em cada caso e monitorando as crises do paciente. Como o resultado do trabalho psicoterapêutico é geralmente sentido a longo prazo, o uso de medicamentos pode ser necessário para aliviar o sofrimento psíquico gerado pelos episódios de pânico. 

Hoje em dia, sabe-se que o que tem de mais eficiente para tratar a saúde emocional e evitar novos episódios de pânico é justamente a combinação entre tratamento medicamentoso com a psicoterapia, uma vez que as atuações se complementam entre si e mostram resultados muito promissores. 

Quais os principais sintomas da síndrome do pânico?

A síndrome do pânico é marcada pela ocorrência repentina de crises de pânico, que geralmente se repetem com alguma frequência, sem qualquer motivo aparente. Segundo a Academia Paulista de Psicologia, esses episódios são mais comuns entre mulheres na adolescência e na faixa etária entre 35 e 40 anos de idade. 

Os principais sintomas físicos a serem observados são: 

  • Falta de ar/dificuldade para respirar;
  • Dor, pressão ou desconforto na região do peito;
  • Aceleração dos batimentos cardíacos;
  • Tontura e sensação de desmaio;
  • Náusea;
  • Sudorese;
  • Tremores e formigamento;
  • Ondas de calor e/ou calafrios.

Além dos intensos sintomas físicos, a sensação de terror frente à morte, que parece iminente, também é comum. É como se algo catastrófico estivesse para acontecer, e se experiência um forte medo de perder o controle diante da situação. 

Mulher chorando com medo.
Mulher durante crise de pânico com medo de morrer.

Tudo é tão intenso e confuso durante uma crise de pânico que quando acaba fica o medo terrível de voltar a ter essa experiência novamente. A imprevisibilidade dos episódios e não saber ao certo o que os influencia pode causar ainda mais tensão.

Como consequência disso, muitas pessoas com síndrome do pânico acabam se tornando reclusas, com receio de sair de casa e frequentar lugares movimentados dada a possibilidade de que uma crise de pânico aconteça. Disso podem surgir outros problemas de saúde, como fobias e depressão.  

Confira a seguir outras recomendações importantes para quem sofre com esse transtorno.  

Outras recomendações para quem tem síndrome do pânico

Já falamos nesse artigo sobre a importância de procurar ajuda profissional para não enfrentar esse transtorno sozinho (a). Além disso, há algumas outras recomendações que podem ser muito úteis para quem vive com a síndrome do pânico. 

1 – O tratamento é mais eficaz com práticas complementares

Meditação, exercícios físicos e de respiração, acupuntura… diversos são os métodos alternativos que contribuem com a melhora da saúde mental, diminuindo os níveis de estresse e ansiedade.

O resultado disso são dias mais tranquilos, melhor qualidade de vida, melhora do humor, riscos menores de ocorrência de uma crise, etc. Vale à pena conhecer outras formas de promoção de saúde mental como maneira de complementar o tratamento medicamentoso e psicoterapêutico, e isso inclusive é amplamente recomendado pelos profissionais da área da saúde mental. 

2 – Lembre-se que a sua mente está te enganando

Durante uma crise de pânico, a morte parece uma realidade muito próxima e concreta, o que torna a situação ainda mais aterrorizante. Isso é resultado da sua mente pregando uma peça ao disparar um alarme falso de perigo, ou seja, sem que exista de fato um risco verdadeiro. 

É importante treinar o seu cérebro para que, nesses momentos, você se lembre de que a crise é passageira. Por piores que sejam os sintomas, eles também vão passar. Mentalizar isso durante os episódios vai te ajudar a superá-los da melhor forma.

3 – Procure formas de lidar com as crises e amenizar os sintomas

Os episódios de pânico são uma dura realidade de quem vive com esse diagnóstico. Estar preparado para quando eles acontecerem pode te ajudar a ter mais domínio da situação de forma a controlar os pensamentos caóticos que se formam nesse momento. 

4 – Compartilhe informações sobre a síndrome do pânico

Agora que você já sabe como esse transtorno se manifesta e as perspectivas positivas a partir do seu tratamento, que tal ampliar o debate sobre o assunto? E assim ajudar outras pessoas.

Compartilhe notícias e estudos a respeito da síndrome do pânico, envie esse artigo ou indique-o a alguém que possa estar sofrendo com esse transtorno. A melhor compreensão da doença é o caminho para que mais pessoas saibam que não enfrentam esse problema, e assim procurem ajuda quanto antes para superá-lo.

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