Senhora idosa olhando pela janela com feição triste.
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Qual médico trata a depressão? Quando devo procurá-lo? Descubra tudo!

Depressão, cansaço e falta de ânimo. Algumas pessoas quando acordam tentam buscar um motivo, por menor que seja, para se manter de pé e dar continuidade ao seu dia. Levantar, conversar, comer, e qualquer outra coisa que fosse fonte de prazer e alegria deixa simplesmente de fazer a diferença.

Tomadas por uma sensação inexplicável de tristeza, esses sentimentos acometem pessoas que podem estar desenvolvendo um quadro depressivo. 

Cerca de 10% das pessoas em todo o mundo são afetas por quadros de depressão. Essa condição refere-se a um tipo de transtorno mental e caracteriza-se por uma apatia profunda que dura mais do que o normal. Especialistas calculam que um quadro de tristeza que perdura mais do que duas semanas, já pode ser um forte indicativo de depressão, sendo necessário, ficar atento as suas características.

Essa condição pode ser bastante incômoda quanto a vivência de uma pessoa, atrapalhando não apenas suas relações sociais, mas também, toda a sua vida profissional e demais relacionamentos que sejam importantes em seu convívio. E quando não tratada adequadamente pode ocasionar outros tipos de doenças mais graves.  

Mulher jovem sentada em frente ao computador desanimada.
Pessoas com depressão costumam ter sua vida profissional e pessoal afetada.

No Brasil, mais de 5% de toda população sofre desse mal, o que equivale a uma média de mais de onze milhões de pessoas diagnosticadas com depressão no país. De acordo com dados estatísticos coletados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), dentre os países dos continentes americanos só perdemos para os Estados Unidos quanto a quantidade de pessoas diagnosticadas com essa doença. 

Essa doença é a maior responsável por afastamentos no trabalho, sendo que no ano de 2016 mais de 75 mil pessoas se encontravam de licença no trabalho, assim como recebendo auxílio saúde, devido a algum grau de depressão. 

Dentre as licenças geradas nesse período, esse número representa mais de 37% dos afastamentos. Ainda temos doenças relacionadas a transtornos mentais e comportamentais que juntos à depressão tornam os dados ainda mais alarmantes. Doenças como:  

  • Estresse;
  • Ansiedade
  • Transtorno bipolar; 
  • Esquizofrenia; 
  • Entre outros. 

Muitos acontecimentos na vida de uma pessoa podem desencadear essa doença. Eles vão desde situações genéticas, biológicas a externas. Esses fatores podem acontecer em variados graus, sendo de extrema importância ou não, pois as sensações variam conforme a pessoa que estiver passando por determinada ocorrência. 

Além disso, a depressão pode ocorrer também por fatores químicos que afetam o cérebro. 

Já foi provado, a partir de exames, que há substâncias presentes nessa região do nosso corpo relacionadas à depressão. A serotonina, por exemplo, é um importante neurotransmissor que provoca alterações químicas responsáveis por controlar o nosso humor e sensações de dor ao promover a  transmissão de impulsos nervosos entre as células.

Ilustração de áreas cerebrais afetadas pela depressão.
A depressão provoca alterações químicas no cérebro, afetando áreas responsáveis pelo comportamento humano.

Quando em falta ou desregulada, pode ser uma das causas da depressão. Outros fatores facilitadores para essa doença são: 

  • Hereditariedade;
  • Traços de personalidade; 
  • Estresse diário; 
  • Ansiedade crônica; 
  • Obesidade e sedentarismo;
  • Entre outros. 

Quando uma pessoa possui predisposição a sofrer de depressão, precisa estar atenta a certas situações que podem funcionar como gatilhos, além de adotar certos hábitos que sejam benéficos a sua saúde em vários aspectos, pois pessoas que tenham costumes saudáveis terão mais facilidade para lidar com as intempéries da vida e com isso menos chances de adoecer, seja qual for o tipo de doença.

Dentre os principais gatilhos externos que podem provocar casos de depressão, podemos citar alguns:

Eventos complicados no decorrer da vida 

Quando uma pessoa passa por um momento complicado, difícil e estressante pode ativar um gatilho depressivo. Porém, é preciso que tenha bom senso quando analisar um caso assim.

O peso de uma situação estressante pode variar de pessoa para pessoa, algumas podem ser mais afetadas do que outras.

As chances de uma pessoa desenvolver um quadro depressivo após uma situação estressante diminui consideravelmente caso ela receba o apoio das pessoas a sua volta como seus amigos e familiares. 

Sentir-se sozinho 

A falta de relações em seu convívio social pode fazer com que o sentimento de solidão seja constante e ocasione em um quadro depressivo.

Estar longe da família e outras pessoas que possam significar uma relação feliz na vida de alguém, pode desencadear em um gatilho para depressão. 

Consumo de bebidas alcoólicas assim como outras drogas 

Episódios de tristeza e depressão profunda podem desencadear a vontade de ingerir certas substâncias, pois geram uma falsa sensação de alívio.

No entanto, recorrer a esses recursos para tentar sanar a dor pode ser muito perigoso. Em um primeiro momento essa atitude pode até melhorar a situação, mas a verdade é que ela oferece um alívio momentâneo e irá agravar o quadro. 

Doenças crônicas 

Pessoas que estejam passando por situações delicadas devido a doenças graves e crônicas por um longo período, podem desenvolver um quadro depressivo.

Alguém que precisa conviver com sintomas incômodos e algumas vezes muito dolorosos pode estar passando por uma falta de perspectiva de vida. Além disso, podem ocorrer ferimentos na região craniana responsáveis por causar distúrbios químicos no cérebro. 

Ter um bebê

Para a maioria das mulheres, ter um filho é um grande momento de alegria, porém em alguns momentos essa situação pode acabar desencadeando um transtorno chamado depressão pós-parto.

As variações hormonais combinadas as reações químicas, psicológicas e biológicas podem ocasionar em um  quadro depressivo. 

Tristeza ou depressão, como diferenciar? 

Algumas vezes a tristeza pode ser confundida com uma depressão assim como o contrário. Por isso é importante estar atento às diferenças.

Dessa forma, quando perceber que algo pode ser mais grave do que aparenta, busque apoio médico o mais rápido possível. Para entender a diferença, atente-se a certos detalhes como: 

Durabilidade – A tristeza costuma durar pouco tempo, poucas horas ou até mesmo alguns dias. No entanto, caso a sensação persista por mais tempo do que o normal, como por mais de duas semanas, junto a outros sintomas,pode ser o indicativo de que algo não vai bem. 

Intensidade – Estar triste não é uma condição que deva afetar suas tarefas rotineiras. Por tanto, estar triste não tem a intensidade da depressão que é mais profunda e duradoura. Quando depressiva uma pessoa fica sem condições para levar o seu dia a dia de forma normal e perde a vontade de realizar até mesmo o que a deixava mais feliz. 

Fatores – Os fatores que causam a tristeza podem ser mais efêmeros e corriqueiros do que os que causam a depressão. Essa última é ocasionada por fatores relacionados à personalidade, como uma auto estima baixa, situações mais graves que deixam marcas mais profundas, como uma vivência difícil e exposição a violência combinados a dissociação hormonal.

Ainda assim, é preciso estar atento ao fato de que algumas pessoas são mais sensíveis que outras e acontecimentos nem tão fortes podem afetar alguns mais do que outros. Auto conhecimento e apoio familiar são imprescindíveis nesses momentos de incertezas. 

O que fazer caso tenha sintomas de depressão?

Para uma pessoa com depressão é mesmo muito difícil procurar ajuda sozinha.  Por isso é importante que familiares e amigos prestem o devido auxílio a alguém próximo que possa estar passando por momentos difíceis. 

Além disso, é preciso recorrer à ajuda médica o quanto antes, pois o quadro pode se agravar com a falta de tratamento. 

Homem jovem sentado conversando com especialista em ansiedade.
Homem recebendo atendimento profissional para tratar ansiedade.

Embora seja um quadro grave, buscar um médico especialista nessa área pode perfeitamente trazer a melhora e fazer com que o paciente volte a ter qualidade de vida. 

Qual médico procurar em caso de depressão?

Caso identifique sintomas de depressão, seja em você mesmo ou em alguém próximo, precisará procurar a ajuda de um médico especialista em saúde mental. 

O médico que você irá procurar, a princípio poderá ser o próprio clínico geral. Este por sua vez, poderá pedir exames assim como realizar o diagnóstico a partir de perguntas e análise de outros fatores. Em seguida, de acordo com o que for melhor para o paciente, ele poderá fazer o encaminhamento para um psicólogo ou psiquiatra. 

Quando diagnosticada a depressão, ela também pode ser classificada por graus de gravidade, que começam por leve, segue para moderada e chega até os casos mais graves. Um quadro depressivo pode durar semanas, meses e até mesmo por anos.

Ela pode vir em crises que duram um determinado período, melhorar e acontecer novamente, tornando fundamental o acompanhamento profissional. 

O tratamento, muitas vezes, pode ocorrer a partir de um trabalho conjunto entre psicólogo e psiquiatra, sendo que o psiquiatra fica responsável por receitar medicamentos que regulam os componentes químicos que causam a depressão, e o psicólogo realiza um estudo de caso para tentar chegar a causas externas que tenham relação com o problema. 

Mulher jovem conversando com profissional de saúde mental.
Mulher procurando tratamento para depressão.

Uma das formas utilizadas pela psicoterapia para obter resultados satisfatórios é o tratamento cognitivo-comportamental, este tipo de tratamento busca reconhecer os maiores problemas na vida do paciente e faz com que ele os encare de frente buscando soluções para eliminar a tristeza e voltar à vida normal. 

Além disso, recomenda-se hábitos saudáveis, como boa alimentação, exercícios físicos, e uma reserva do tempo para atividades prazerosas. 

Dessa forma, você não apenas auxiliará o tratamento recomendado pelos médicos, como poderá também evitar a depressão. 

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