Mulher bebendo agua com a mão no tórax.
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Quem tem síndrome do pânico sente dores? Como a psicopatologia afeta a pessoa? Descubra tudo sobre o assunto!

A Síndrome do Pânico é um dos transtornos psiquiátricos mais comuns da vida moderna. Todo mundo conhece alguém que tem ou já teve, ou então é o próprio paciente diagnosticado com esse distúrbio. 

No Brasil, 4 a 6 milhões de pessoas sofrem com a doença, segundo informações do Jornal do Senado. Estudos indicam que mulheres têm mais chances de desenvolvê-la. 

Os sintomas presentes em uma crise de pânico são marcantes, levando muitas pessoas a terem medo de vivenciá-los novamente. Essa é uma das principais características da síndrome do pânico. Continue a leitura e conheça outros efeitos físicos. 

Quais são os efeitos físicos da Síndrome do Pânico?

A Síndrome do Pânico é resultado de um desequilíbrio relacionado aos níveis de ansiedade do organismo humano. Transtornos de ansiedade são doenças relacionadas ao funcionamento do corpo e às experiências de vida, muitas vezes conferindo prejuízos ao bem-estar de quem os possui. 

Esse transtorno em específico é caracterizado pela recorrência de crises de pânico, compostas por sintomas físicos e emocionais.

Os sintomas físicos desses episódios são mais acentuados que os de uma crise de ansiedade. São eles: dor e pressão na região do coração, aumento da frequência cardíaca, dificuldade para respirar, tremores, formigamento, ondas de calor, náuseas, palpitações e tonturas. 

Esses são os efeitos físicos mais comuns de uma crise de pânico, geralmente combinados com sintomas emocionais marcantes, como a sensação de estar a ponto de perder o controle sobre si próprio, e o forte medo de morrer, como se sua morte estivesse para acontecer a qualquer momento dentro daquele contexto. 

Mulher com a mão no coração.
Durante a crise de pânico é comum a pessoa pensar que está infartando, por exemplo.

Um ataque de pânico leva, em média, de 15 a 30 minutos, um período de tempo que parece interminável para quem vivencia esse sofrimento. São crises súbitas, que podem acontecer sem nenhum motivo aparente, o que muitas vezes causa certa confusão no paciente.

Ao final de uma dessas crises, nos dias e semanas seguintes, fica o medo aterrorizante de enfrentar esses sintomas novamente. Como consequência disso, muitas pessoas apresentam mudanças no comportamento, visando se afastar de qualquer possibilidade de ter outros episódios como esse. Há quem evite frequentar lugares fechados, ou pare de dirigir, por exemplo, pois associa essas situações a uma possível causa de seu primeiro ataque de pânico.  

Uma vez que esses episódios se repetem com certa frequência, o diagnóstico da síndrome do pânico é uma das possibilidades a serem avaliadas pelo médico. Por isso, é fundamental que, ao reconhecer esses sintomas, seja procurada ajuda profissional. A seguir, você irá descobrir como funciona o tratamento para esse transtorno.

Qual o tratamento para a Síndrome do Pânico?

Se você suspeita estar com síndrome do pânico, o indicado a se fazer agora é procurar a ajuda de um médico especialista em síndrome do pânico, este pode ser o psiquiatra ou psicólogo. Uma vez confirmado esse diagnóstico, um plano de tratamento será elaborado, provavelmente combinando a prescrição de medicamentos e psicoterapia.

As medicações administradas nesses casos são os ansiolíticos e os antidepressivos, ministrados com o objetivo de fazer com que o paciente se sinta melhor a partir da liberação de neurotransmissores químicos no sistema nervoso central. É importante pontuar que esse método de tratamento precisa ser prescrito por um psiquiatra. O uso de medicamentos de forma incorreta e sem a supervisão de um médico pode causar danos severos à saúde.

Afinal, qual é a função desses remédios no tratamento contra a síndrome do pânico? 

O ansiolítico trabalha junto do neurotransmissor GABA, potencializando sua ação, que por sua vez tem efeito inibitório ao reduzir a ansiedade e proporcionando sensações de calma e relaxamento. 

A liberação de substâncias como a dopamina, noradrenalina e serotonina fica por conta do uso dos antidepressivos. Através delas, sensações de bem-estar emocional são proporcionadas ao cérebro. 

E a psicoterapia? O papel dela nesses casos é o de ajudar o paciente a compreender o problema, resgatando sua autoconfiança e capacitando-o para lidar com as crises. 

Ilustração de tratamento terapêutico e com medicamentos.
A psicoterapia e Farmacológicos são fundamentais para a remissão do paciente com Síndrome do Pânico.

A associação dos remédios com a psicoterapia tem se mostrado um tratamento eficaz para controlar o transtorno, devolvendo o bem-estar que foi comprometido com as crises de pânico. A duração desse tratamento decorre da gravidade do problema, e pode variar de meses a anos. 

E o que leva uma pessoa a desenvolver a síndrome do pânico? Isso ainda é considerado um mistério para a medicina, mas viver uma vida saudável e equilibrada te ajuda a não se tornar um alvo fácil para um desequilíbrio de ansiedade. A chave para evitar esse e outros transtornos de ansiedade pode estar em uma vida tranquila, com alimentação balanceada, boas noites de sono e exercícios físicos em dia.

A seguir, falamos um pouco mais sobre outros transtornos de ansiedade. 

Quais são os outros transtornos de ansiedade?

A ansiedade acentuada é caracterizada como uma preocupação excessiva com algo que pode ou não acontecer. Como vimos anteriormente nesse artigo, é resultado de uma reação biológica que funciona como um tipo de alerta no cérebro, a partir de situações entendidas como ameaçadoras. 

A Síndrome do Pânico é um transtorno de ansiedade, mas existem outros além dela. Vale reafirmar a importância do acompanhamento médico em qualquer um desses casos, com a finalidade de controlar os distúrbios. Confira a seguir alguns deles. 

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Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)

A experiência de um evento traumático pode causar esse transtorno, que consiste na ocorrência de flashbacks e pesadelos que fazem parecer como se a pessoa estivesse vivenciando novamente aquele trauma. Esse tipo de transtorno é muito comum em países que participaram de guerras ou enfrentaram eventos catastróficos.

Se o trauma não for devidamente tratado, a pessoa corre o risco de passar a vida toda revivendo os episódios que a marcaram, o que gera grande sofrimento psíquico, podendo desencadear o desenvolvimento de outras psicopatologias, em função do não acompanhamento profissional. 

Fobia social

Como é comum nos transtornos de ansiedade, a fobia social também se trata de um medo desmedido de algo que não existe ou não representa de fato um risco.

Nesse caso, interações sociais cotidianas causam grande ansiedade, medo e constrangimento. Um dos principais sintomas é o forte medo de enfrentar situações nas quais a pessoa sente que será julgada. 

Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)

Popularmente conhecido como TOC, esse distúrbio é considerado um dos mais graves. Em aproximadamente 10% dos casos, os pacientes se tornam incapacitados para o trabalho, tornando-se dependentes da família.  

É caracterizado por ações repetidas, rituais compulsivos e situações marcadas por ideias obsessivas. Ainda que os pacientes com esse transtorno tenham consciência de que seu comportamento seja ilógico, não conseguem evitá-lo. Algumas compulsões comuns nesse transtorno incluem lavar ou limpar algo para evitar contaminação, verificar algo diversas vezes para eliminar dúvidas e repetir uma ação um determinado número de vezes.

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