O que é candidíase?

A candidíase é uma infecção vaginal causada, na maior parte dos casos, pelo excesso do fungo Candida albicans. Esse micro-organismo está presente na flora da região íntima feminina e no trato gastrointestinal dos seres humanos de forma fisiológica, ou seja, a sua presença não causa patologias.

A doença e os sintomas decorrentes da infecção aparecem quando há excesso de crescimento do fungo no organismo. No entanto, ela também pode ser ocasionada por mais de 20 espécies de fungos. Entre elas, estão a Tropicalis, Glabrata, e Krusei, que podem acometer várias regiões do corpo, como:

  • mãos e pés;
  • vagina;
  • pênis;
  • nádegas;
  • virilha;
  • axilas;
  • unhas;
  • boca e garganta;
  • diversos órgãos e sistemas;
  • corrente sanguínea.

Quais são as causas da candidíase?

A infecção acontece quando o fungo se multiplica excessivamente e de forma desorganizada. Alguns fatores que acarretam essa proliferação de forma errada são:

  • uso frequente de antibióticos, anticoncepcionais e corticoides;
  • diabetes;
  • deficiência imunológica;
  • uso de roupas apertadas e úmidas (a umidade e o calor são propícios para a proliferação de fungos);
  • duchas vaginais em excesso;
  • uso de absorvente por período prolongado;
  • gravidez (mudança no pH da vagina pode favorecer a reprodução de fungos);
  • relação sexual desprotegida com parceiro contaminado.

A candidíase não é considerada uma DST (doença sexualmente transmissível), já que pessoas que nunca tiveram relações sexuais podem desenvolver a infecção. Entretanto, caso uma pessoa com o sistema imunológico prejudicado tenha relações sexuais com outra que esteja com candidíase, ela pode desenvolver a doença também.

Quais são os sintomas da candidíase?

A infecção pode apresentar sintomas diferentes, de acordo com a região acometida. Candidíase oral, por exemplo, apresenta vermelhidão e desconforto na boca, associados a rachaduras nos lábios, manchas brancas na língua e paredes da boca, além de dificuldade para engolir.

A candidíase na pele é mais comum em regiões onde duas partes de pele se encostam, como nas axilas, nas dobras da virilha, na bolsa escrotal, abaixo dos seios ou entre os dedos, principalmente dos pés. Os principais sintomas são:

  • vermelhidão;
  • escurecimento da pele acometida;
  • formação de crostas seguida por descamação;
  • coceira intensa com possibilidade de ferimento.

Já os sintomas da candidíase vaginal ou no pênis são:

  • coceira;
  • inchaço e vermelhidão;
  • presença de placas esbranquiçadas;
  • corrimento esbranquiçado com grumos;
  • desconforto ao urinar e em relações sexuais.

A candidíase no esôfago é um sinal claro de que o organismo está com o sistema imunológico deficiente. Isso porque a infecção pelo HIV é uma das causas principais de esofagite por cândida. No entanto, qualquer doença que propicie um estado de imunossupressão pode causá-la. Os sintomas mais comuns são:

  • dor para engolir;
  • dor no peito (atrás do esterno, o osso que fica no meio do tórax).

Por fim, existe uma forma grave da candidíase, chamada de disseminada. Nesse caso, devido ao sistema imunológico deficiente, o fungo alcança o sistema sanguíneo e se espalha por todo o corpo. Dessa forma há uma infecção sistêmica em que ossos, pulmões, coração e fígado podem ser invadidos, assim como o sistema nervoso.

Essa forma invasiva da infecção pode causar:

  • febre;
  • dores de cabeça;
  • dores nas articulações;
  • urina turva.

No entanto, os sintomas e sinais dependem muito de qual parte do corpo foi acometida.

Como é feito o diagnóstico da candidíase?

O diagnóstico vai depender dos sintomas apresentados e da região em que a doença se apresenta. Veja como é realizado nos tipos mais comuns.

Candidíase oral

Esse tipo de candidíase é mais facilmente diagnosticado por causa dos sinais evidentes. Para confirmação, o médico realiza exame de cultura por meio de escarro. Muitas vezes, de acordo com a gravidade, pode ser realizada uma endoscopia para averiguar se existe a presença da doença também no esôfago.

Candidíase de pele

A candidíase de pele é diagnosticada por meio do exame clínico, que apresenta as lesões características em dobras de pele. Além disso, colhe-se a descamação para realizar exame micológico. O diagnóstico é fechado quando se observa pseudo-hifas e leveduras nos esfregaços com raspados da lesão e uma solução úmida de hidróxido de potássio.

Candidíase vaginal

O diagnóstico é realizado somente em consulta médica, por meio de exame ginecológico com coleta de secreções (Papanicolau), a fim de identificar e confirmar a presença excessiva do fungo em microscópio.

Candidíase peniana

A cândida no pênis não é tão comum como na vagina, mas pode acontecer em situações especiais. O diagnóstico é feito com a observação das lesões na área genital e com a coleta de secreção expelida pelo pênis, semelhante ao sêmen (esbranquiçada). A presença do fungo é confirmada quando a Candida albicans é vista em microscópio ou observa-se seu crescimento em cultura.

Candidíase no esôfago

Quando há suspeita de presença de fungo no esôfago pode ser feita uma endoscopia digestiva alta. Esse exame é feito com um tubo flexível, que é introduzido na garganta do paciente. Através dele é possível enxergar a colonização do fungo e retirar um pedaço de tecido para biópsia. O material colhido é enviado para análise, a fim de identificar qual é o patógeno causador da doença. Em alguns casos pode ser necessário realizar cultura do material.

Como tratar candidíase?

A candidíase tem cura. O tratamento consiste no uso de medicamentos e pomadas antifúngicas, como o Fluconazol. Deve ser de acordo com indicação médica e feito, também, pelo parceiro sexual, caso seja do tipo genital, visto que o fungo pode ser transmitido através do sexo. Além disso, são indicados alguns cuidados:

  • optar por roupas íntimas de algodão;
  • higienizar a região genital com água e sabonete neutro;
  • dormir sem roupa íntima;
  • evitar relações sexuais sem proteção durante o tratamento.

Qual a importância de consultar um especialista?

Como vimos, o exame preventivo (papanicolau) é essencial para confirmar e investigar qual espécie de fungo está presente, auxiliando o médico a prescrever uma terapia direcionada, de modo a evitar reincidência. A procura por um ginecologista é fundamental para tratamento adequado, no caso da candidíase genital feminina, e evitar piora do quadro.

No caso de candidíase peniana, o médico indicado é o urologista, visto que essa especialidade cuida do sistema genital masculino. É importante salientar que a infecção por cândida pode ser assintomática, principalmente no homem. Sendo assim, é possível que somente um indivíduo do casal tenha sintomas e o outro, embora esteja com a infecção, não a manifeste.

Dessa forma, é imprescindível que o casal realize o tratamento se o parceiro apresentar os sintomas característicos de infecção por cândida. Além disso, não é indicado procurar atendimento médico somente nesses casos, mas, sim, realizar um check up médico anualmente, garantindo uma vida longa e saudável.

Você acompanhou o que é e como tratar candidíase, além de descobrir as causas, formas de diagnóstico e formas de prevenção. Não espere o aparecimento de sintomas para marcar uma consulta médica, faça exames de rotina. Atualmente, isso pode ser realizado de maneira fácil e rápida, até mesmo por meio de agendamento pelo site!

Escreva um comentário

Share This