Paciente homem sorrindo para psiquiatra.
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A Síndrome do pânico tem cura? Quais os fatores de risco? Entenda aqui a importância do tratamento precoce!

A Síndrome do Pânico é um dos transtornos psiquiátricos mais comuns atualmente, resultado sintomático do estilo de vida estressante e agitado que muitas pessoas levam, principalmente em grandes centros urbanos. 

Esse transtorno afeta entre 2% a 4% da população mundial, com pico atingindo principalmente pessoas entre os 20 e 24 anos de idade, segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Mas afinal, a síndrome do pânico tem cura? Quais as causas e fatores de risco dessa psicopatologia? Confira estar e outras informações a seguir, continue lendo.

Qual a cura para a síndrome do pânico?

O que se sabe atualmente sobre a síndrome do pânico é que se trata de um distúrbio passível de tratamento, além disso, se a sua grande dúvida é “Síndrome do pânico tem cura?” a resposta é sim.

Quanto antes iniciado esse tratamento da síndrome do pânico, mais chances de melhora o paciente pode apresentar, evitando maiores prejuízos ao seu modo de vida.

Por conta disso, é fundamental que, sob a suspeita de ter desenvolvido esse transtorno, a pessoa procure um médico psiquiatra quanto antes.

Imagem frontal de médica psiquiatra.
É fundamental buscar auxílio de um médico psiquiatra, para realizar o tratamento da Síndrome do Pânico.

Sem tratamento, a gravidade do quadro tende a aumentar cada vez mais. Um diagnóstico precoce é de grande importância, pois pode evitar que o transtorno piore, comprometendo seriamente a qualidade de vida, autonomia, vida social, profissional e os relacionamentos afetivos.

Assim que identificado o problema, ele deverá ser tratado pelo psiquiatra responsável com uma associação de psicoterapia e medicamentos (antidepressivos e ansiolíticos), que ajudam a proporcionar um efeito tranquilizante, evitando o medo de novos ataques e controlando possíveis novos episódios de pânico. 

Conheça possíveis causas e fatores da síndrome do pânico

Ainda não se sabe ao certo o que pode causar as crises que caracterizam a síndrome do pânico, já que elas geralmente ocorrem de maneira súbita, sem indícios óbvios ou aparentes. Todavia, a medicina já consegue traçar algumas possibilidades a serem consideradas. 

A explicação pode estar por trás de um trauma, por exemplo, ou em decorrência de outros problemas de origem psicológica. As crises de pânico são como uma repetição da primeira vez que a pessoa experiência um episódio como esses. Da primeira vez, o medo intenso pode advir da sensação de que não se tem nenhum controle sobre a situação. 

Foi assim com a modelo Gisele Bündchen, que em 2018 revelou sofrer da doença desde 2003, quando passou por uma turbulência durante uma viagem de avião. A partir disso, ela passou a ter muito medo de túneis, elevadores e demais lugares fechados.

Isso pode trazer consequências desagradáveis, como a necessidade de evitar esse tipo de lugar com o intuito de tentar se desvencilhar de possíveis novas crises. Por essa razão, considera-se que a síndrome do pânico tem papel limitante na vida dos pacientes diagnosticados com a doença. 

Ilustração situações de hesitação.
Após uma crise de pânico a pessoa tende a hesitar ações, lugares e situações.

É possível também que as crises surjam sem nenhum motivo aparente que explique a forte sensação de morte que é sentida. Mesmo em situações do cotidiano é possível que surja uma crise de pânico, quando a pessoa enxerga um risco iminente onde normalmente não há qualquer perigo.  

Há algumas medidas que podem ser tomadas visando melhor qualidade de vida e evitando se tornar um alvo vulnerável para a ansiedade e, consequentemente, possíveis ataques de pânico. São elas: praticar exercícios físicos, ter uma alimentação balanceada, manter um sono regulado, evitar o consumo exagerado de cafeína e bebidas alcoólicas, entre outros. Procure se cercar de pessoas que te fazem bem e com quem você se sinta acolhido(a), e tenha em mente que um estilo de vida tranquilo é a chave para manter a saúde mental equilibrada. 

De todo modo, como as causas da síndrome do pânico ainda não são de todo conhecidas, crises podem surgir. Por isso, é importante estar alerta aos sintomas. Confira-os a seguir. 

Fique atento aos sintomas

Um ataque de pânico pode ser uma combinação de sintomas físicos e emocionais intensos. Como se trata de uma consequência a um desequilíbrio relacionado à ansiedade, um ataque de pânico e uma crise de ansiedade podem ser facilmente confundidos, mas há algumas particularidades que ajudam a diferenciá-los. 

Quando uma pessoa apresenta um quadro de ansiedade muito acentuada, pode desenvolver sintomas como palpitações, tonturas, enjoos, tremedeira e falta de ar. São sensações que geralmente se intensificam com o tempo, apresentando picos de melhora ou piora, que podem variar de acordo com fatores externos.  

Pessoas durante crises de pânico e ansiosas.
Apesar de sutis a Síndrome do Pânico e um quadro de ansiedade se diferem principalmente pelo tempo de duração.

O sono pode ser um importante regulador com relação à ansiedade, já que é muito comum que pessoas ansiosas tenham dificuldades para pegar no sono ou dormir bem.

Agora imagine um cenário no qual os sintomas de uma crise de ansiedade são potencializados em um curto período de tempo (de 15 a 30 minutos, em média). Acrescente a isso um intenso medo de morrer e a sensação de estar a ponto de perder o controle. Estamos falando de uma crise de pânico.

Se esses episódios se repetem com alguma frequência, talvez seja o caso de considerar a possibilidade da síndrome do pânico. 

O que fazer nesse caso? Confira no tópico a seguir. 

Saiba o que fazer em caso de suspeita de síndrome do pânico

Como dito no início deste artigo, o tratamento é fundamental para evitar que a síndrome do pânico se agrave. Se você já vivenciou os sintomas citados e acredita que possa ter desenvolvido a síndrome do pânico, o primeiro passo a tomar é procurar a ajuda de um psiquiatra o quanto antes. 

Vale pontuar que um ataque de pânico não necessariamente determina a existência do transtorno do pânico, que se caracteriza como a fase mais avançada do problema. Esse tipo de crise é comum em diversos tipos de fobias ou transtornos ligados à ansiedade.

Os problemas relacionados à saúde mental, não devem de forma alguma, ser negligenciados, pois podem avançar e gerar consequências difíceis de serem revertidas. 

Homem sendo atendido por  médica psiquiatra.
Paciente procurando tratamento para Síndrome do Pânico.

Agende uma consulta com um profissional de confiança e relate os sintomas vivenciados a ele. Caso o diagnóstico do problema seja comprovado, um tratamento semelhante ao que foi citado acima será traçado pelo médico, de maneira a resgatar seu bem-estar e autoconfiança.

Um diagnóstico preciso é fundamental para garantir a atenção requerida por essa condição. Muitas vezes, o paciente em questão pode apresentar outras condições de saúde que podem dificultar o diagnóstico, como a depressão, por exemplo.

Por isso, é de grande importância que o médico tenha ciência de toda a história pessoal do paciente, bem como se há uso de medicações, características individuais de hábitos e comportamento, e outras questões que possam ser consideradas importantes.

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