Mulher jovem aferindo níveis de glicemia para ver diabetes.

Quais são os 4 tipos de diabetes? Conheça as suas características e agravantes!

É bem provável que você já tenha ouvido falar que o aumento excessivo da glicemia pode ocasionar uma série de problemas, e que isso pode acontecer por origem genética, pelo estilo de vida inadequado, por questões autoimunes ou, até mesmo, pela gravidez. Por isso, preparamos este post mostrando quais são os 4 tipos de diabetes.

São doenças muito prevalentes nos dias de hoje, mas que podem ter seus efeitos indesejados consideravelmente minimizados. Para isso, é preciso adotar hábitos saudáveis, realizar exames periódicos e, logicamente, usar os medicamentos prescritos pelo médico. Aprenda mais sobre o assunto.

1. Diabetes tipo 1

O diabetes tipo 1 se caracteriza por ser uma enfermidade crônica não transmissível de origem hereditária. Por isso, via de regra, o seu diagnóstico se dá na infância ou na adolescência, embora também possa ocorrer na fase adulta. Percentualmente, estima-se que seja responsável por entre 5% e 10% dos casos da doença em todo o mundo. 

Para quem tem parentes próximos, sobretudo pais, com diagnóstico de diabetes tipo 1, é recomendável fazer exames regularmente, de forma a acompanhar os níveis de glicose. Há uma ausência total de insulina no sangue, pois as células do pâncreas responsáveis pela sua produção sofrem destruição progressiva por causa autoimune.

Criança segurando medidor de diabetes.
O diabetes tipo 1 costuma ser descoberto ainda na infância ou adolescência.

Os sintomas costumam variar de acordo com a pessoa e a fase do quadro, mas os mais comuns são sede excessiva, grandes volumes de urina várias vezes ao dia, perda de peso sem causa aparente, aumento da fome, náuseas, fadiga e cansaço. Ao contrário do que costuma acontecer no diabetes tipo 2, aqui, a sintomatologia costuma surgir rápida e abruptamente.

O tratamento envolve injeções diárias de insulina, além de outras medidas preventivas, como o uso de outros medicamentos, a preferência por alimentos saudáveis e a prática de exercícios físicos, sempre com orientação profissional. É preciso ter atenção quanto a eventuais crises de hipoglicemia, que precisam ser tratadas imediatamente.

2. Diabetes Tipo 2

O diabetes tipo 2 é a versão da doença mais prevalente em todo o mundo, inclusive, no Brasil. Nos últimos tempos, podemos dizer que estamos vivendo uma verdadeira epidemia do problema, com um aumento expressivo no número de casos, algo que parece estar fortemente relacionado com o estilo de vida moderno, especialmente o sedentarismo e alimentação inadequada.

Não é difícil perceber que as pessoas se alimentam muito pior, estão cada vez menos ativas e envolvidas em uma rotina de estresse e ansiedade. Estima-se que o diabetes tipo 2 seja responsável por 90% dos casos, inclusive no Brasil. Além disso, por ser inicialmente assintomática, muitos portadores podem levar anos para ter o diagnóstico.

Homem aferindo diabetes.
O diabetes tipo 2 costuma ser mais comum em adultos.

Sua etiologia está na resistência à insulina e, nas fases iniciais, o pâncreas produz ainda mais do hormônio, para vencer essa resistência. Depois de algum tempo, o órgão entra em estafa, perdendo sua capacidade de produção e resultando em hiperglicemia, que é um acúmulo excessivo de glicose na corrente sanguínea.

Quando os sintomas surgem, eles costumam envolver infecções frequentes, cicatrização difícil, alterações visuais, formigamento em membros, fome frequente, vontade de urinar várias vezes ao dia e sede constante. Como o pâncreas ainda tem atividade, o tratamento pode abranger diversas medicações, além de insulina, alimentação balanceada e exercícios.

3. Diabetes gestacional

Uma gravidez costuma ser um momento de muita felicidade na vida de uma mulher. Não à toa, é uma das poucas causas pelas quais alguém marca uma consulta médica com felicidade e satisfação, não é mesmo? No entanto, por melhores que sejam as expectativas, também é preciso ter em mente que é uma fase que demanda cuidados.

O diabetes gestacional é um tipo que ocorre temporariamente durante a gestação, no qual as taxas de açúcar no sangue da futura mamãe se encontram acima do normal. Aliás, por ser relativamente comum, os exames para aferir os níveis de glicose são essenciais na rotina de pré-natal, e recomendados pelas entidades e órgãos de saúde.

Mulher gravida aferindo níveis de glicemia.
Mulheres grávidas podem desenvolver temporariamente o diabetes gestacional.

Estima-se que o problema afete entre 2% e 4% de todas as grávidas e isso pode implicar, quando não há tratamento adequado, em riscos aumentados de complicações, inclusive para o bebê. Entre eles, ganho de peso excessivo, elevação no volume de líquido amniótico e até malformações fetais ou maior possibilidade de parto prematuro.

A origem está no desequilíbrio hormonal e os sintomas podem envolver cansaço excessivo, náuseas, vontade frequente de urinar, muita sede e boca seca. Mulheres com idade avançada, esperando gêmeos, hipertensas ou com sobrepeso apresentam mais riscos. O tratamento envolve orientação nutricional adequada e o uso de insulina.

4. Diabetes tipo LADA

A chamada diabetes tipo LADA é a menos conhecida dessa lista e, por isso mesmo, é a que gera mais dúvidas nas pessoas. A sigla quer dizer Diabetes Latente Autoimune do Adulto, o que já explica boa parte de sua origem, visto que é uma doença provocada por uma desregulação do sistema imunológico, que passa a atacar o pâncreas.

A grande questão é que, usualmente, esse processo ocorre de maneira mais lenta, o que diferencia a LADA do diabetes tipo 1. Também mostra por que ela acomete adultos, por meio de um comprometimento severo das funções pancreáticas, gerando sintomas e demandando uma consulta médica quanto antes para a realização do devido tratamento. 

Homem jovem com diabetes lada aferindo glicemia.
O diabetes lada é uma doença provocada por uma desregulação do sistema imunológico

A sintomatologia é similar aos outros tipos, com cansaço, visão turva, vontade de urinar várias vezes ao dia, fome excessiva e assim por diante. Normalmente, a abordagem terapêutica visa a controlar a glicemia com medicações orais por mais tempo, mas pode existir uma redução progressiva na capacidade de produção de insulina, gerando a necessidade de insulinoterapia.

Agora, você já sabe quais são os 4 tipos de diabetes e as suas principais características. Se você apresenta algum dos sintomas que citamos acima ou tem um histórico familiar da doença, não deixe de agendar uma consulta com o médico para ser melhor avaliado e, se for o caso, realizar os exames solicitados pelo profissional.

Gostou de aprender quais são os 4 tipos de diabetes? Quer aumentar os seus conhecimentos sobre o assunto? Então, descubra como reconhecer os sintomas do diabetes e tenha atenção aos sinais do seu organismo!

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