Os triglicerídeos — ou triglicérides — são, basicamente, a reserva energética do corpo. Eles representam as unidades estruturais responsáveis por garantir a energia necessária para que os músculos realizem o processo de contração. Por isso, são fundamentais para o pleno funcionamento do organismo.

O grande problema é que, quando em excesso, podem propiciar uma série de fatores prejudiciais à saúde. Como os triglicerídeos são armazenados nas células de gordura — chamadas de adipócitos —, ocorre um consequente aumento na taxa de gordura corporal. Aquela famosa “barriguinha de cerveja”, por exemplo, pode ser um dos alertas para esse problema.

Bateu a curiosidade? Continue com a leitura e entenda o que causa o aumento dos triglicerídeos, em que isso pode resultar e como lidar com esse problema. Vamos lá?!

O que causa o aumento no nível de triglicerídeos?

Assim como a grande maioria dos problemas que podem afetar o corpo humano, a elevação do nível de triglicerídeos é resultado de maus hábitos de vida. Falta de exercícios físicos, excesso de peso e alimentação desregrada (com excesso de carboidratos e gorduras) são alguns dos fatores responsáveis por criar e/ou agravar esse quadro.

No entanto, o aumento nos triglicerídeos também pode ser resultado da sua carga genética, o que é chamado de hipertrigliceridemia familiar. Isso porque, além de estarem presentes nos alimentos, os triglicerídeos também são produzidos pelo organismo humano.

Então, há duas situações: em uma, a pessoa ingere mais triglicerídeos do que o seu corpo é capaz de utilizar; na outra, o seu organismo produz mais triglicerídeos que o necessário. Em ambas, há um saldo energético positivo, ou seja, ganha-se mais energia do que se gasta, e é essa a grande causa da elevação no nível de triglicérides.

Ademais, algumas disfunções no metabolismo (como hipotireoidismo, doenças hepáticas e diabetes mellitus), além do uso de algumas substâncias (por exemplo, antirretrovirais, corticoides, anticoncepcionais, betabloqueadores, diuréticos e bebidas alcoólicas em excesso), também podem resultar em alta dos triglicerídeos.

O acúmulo de gordura abdominal — a barriguinha que citamos no início do texto — também é um fator que merece atenção, pois traz consigo o risco de um nível de triglicerídeos elevado.

Por fim, apesar de o seu médico ser o responsável por interpretar os valores e direcionar a melhor conduta a ser adotada, não custa nada citar que o valor ideal dos triglicerídeos é inferior a 150 mg/dL. Entre 200 e 499 mg/dL, considera-se o nível alto, e, acima de 500 mg/dL, muito alto.

Que problemas isso pode acarretar?

O aumento na taxa de triglicerídeos pode ser considerado como parte de um ciclo de enfermidades. Você pôde notar, nos tópicos anteriores, que esse problema é causado por outras condições de saúde preexistentes. Portanto, em decorrência de um problema de saúde, o nível de triglicerídeos é elevado e resulta em novos prejuízos ao seu organismo.

O aumento na taxa de triglicerídeos afeta principalmente o sistema circulatório. Isso porque a quantidade excessiva de gordura presente no organismo tende a se acumular na parede de veias, enrijecendo-as e prejudicando a passagem do sangue. No entanto, pode surgir também uma série de outras consequências nocivas:

  • esteatose hepática — acúmulo de gordura no fígado;
  • acidente vascular cerebral (AVC) — acontece quando um coágulo interrompe a circulação dos vasos sanguíneos que irrigam o cérebro, causando um rompimento desse vaso;
  • isquemia cerebral — redução na quantidade de oxigênio fornecida ao cérebro;
  • pancreatite — uma inflamação que atinge o pâncreas;
  • ataque cardíaco ou infarto do miocárdio, justamente devido ao acúmulo de gordura.

Apesar de ser algo simples, o aumento dos triglicerídeos pode acarretar sérios problemas. Por isso, é fundamental saber como identificar essa doença. Dê uma olhada no próximo tópico e você entenderá como!

Quais os sintomas de triglicerídeos elevados?

Na maioria dos casos, o aumento dos triglicerídeos no sangue é assintomático, de modo que só é possível identificar essa condição por meio de exames de rotina — daí a importância de frequentar o médico periodicamente.

Por outro lado, quando esse quadro é resultante da carga genética, há a manifestação de alguns sinais. Conhecê-los é fundamental se você tem casos de triglicerídeos elevados na família. Por isso, listamos os principais:

  • surgimento de xantelasma, que são pequenas protuberâncias, semelhantes a verrugas, que variam de brancas a amareladas, normalmente localizadas em áreas de dobras, ao redor dos olhos, nos cotovelos e também nos dedos;
  • gordura localizada, acumulada principalmente na região abdominal;
  • surgimento de manchas brancas na retina (que apenas podem ser observadas por meio de exames realizados nos olhos).

Como manter o nível de triglicerídeos baixo?

Talvez você já tenha deduzido, mas a principal maneira de reduzir a quantidade de triglicerídeos é mantendo hábitos saudáveis. A alimentação é um dos principais agentes que podem atenuar ou intensificar o quadro, pois apenas cerca de 20% dos triglicerídeos presentes no corpo são produzidos pelo próprio organismo. Sendo assim, mesmo quem apresenta predisposição genética pode ter um nível de triglicerídeos equilibrado.

O ideal é evitar o consumo de alimentos com uma alta taxa de gorduras e carboidratos, como sorvetes, doces, bolos, frituras, pães e assim por diante. Se o objetivo for reduzir o nível de triglicerídeos, a alimentação também pode ser configurada para criar um déficit calórico, que é quando você consome menos calorias do que gasta.

No entanto, nem sempre é fácil conseguir esse resultado apenas com a mudança alimentar. Por isso, outra alteração que deve ser aliada a uma dieta saudável é a prática regular de atividades físicas. Assim, é possível impulsionar o gasto calórico, o que estimula o consumo da gordura presente no organismo como um mecanismo compensatório, reduzindo, então, a quantidade de triglicerídeos presentes no corpo.

Há, ainda, os casos em que o tratamento exige o uso de medicamentos específicos, chamados fibratos. Eles, normalmente, são indicados quando o paciente já apresenta predisposição genética ou sofre com problemas circulatórios. Um detalhe importante aqui é que a eficácia desse tratamento depende de combiná-lo com uma dieta saudável e atividades físicas.

Como é possível concluir, o aumento da taxa de triglicerídeos no organismo pode ser decorrente de uma série de problemas de saúde e, se não tratado, pode resultar em mais prejuízos ao corpo. Por isso, é preciso manter um estilo de vida saudável e ter atenção aos sinais desse problema.

Além disso, é fundamental frequentar o médico regularmente. Mas é nesse ponto que muita gente se perde, já que o processo para conseguir atendimento médico é burocrático e, geralmente, demora bastante.

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